CDU: “21% dos madeirenses que têm trabalho são precários”

A CDU informa em comunicado ter realizado hoje uma jornada de contacto com trabalhadores para abordar a alteração da legislação laboral que ”uniu uma vez mais PS, PSD e CDS para penalizar quem vive da sua força de trabalho”.

Segundo a mesma nota, no Parque Empresarial da Cancela, Ricardo Lume, candidato da CDU à Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira proferiu a seguinte declaração: “A precariedade laboral, juntamente com as baixas remunerações, é hoje um dos fatores que mais promove instabilidade laboral e potenciam a pobreza e a exclusão social”.

Ricardo Lume lamentou ainda que recentemente o PS, PSD e CDS tenham viabilizado na Assembleia da República “as alterações à legislação laboral apresentadas pelo Governo da República que, entre outras medidas penalizadoras para os trabalhadores, vem abrir portas ao aumento da precariedade laboral, assim como o alargamento a todos os sectores dos contractos de muito curta duração e o aumento de 90 para 180 dias do período experimental”.

Apontou ainda recentes dados estatísticos regionais que dão conta de mais de 20 mil trabalhadores com vínculos precário. “Ou seja, 21% dos madeirenses que têm trabalho são precários”, frisou.

Lume ressaltou que os “vínculos precários afetam principalmente os jovens”.

“Em média um trabalhador com vínculo laboral precário recebe menos 30% a 40% de salário que um trabalhador com vínculo efetivo, assim como um trabalhador com contracto a prazo está mais vulnerável a ser confrontado com o desemprego”, acrescentou.

Disse ainda que estes dados não incluem os trabalhadores que estão a recibos verdes na Região, que ascendem aos 19 mil trabalhadores. “Somando esses trabalhadores o cenário é bem mais negativo”, declarou.

“Aqui na Região as medidas de combate à precariedade laboral não passam da propaganda do Governo Regional do PSD, pois, na prática a precariedade continua a aumentar”, mencionou.

“As alterações à lei do trabalho que o PS, juntamente com o PSD e CDS em coluio com os grandes grupos económicos querem implementar, podem potenciar o aumento da precariedade laboral”, acrescentou.

Disse ainda que os “trabalhadores e o povo não estão condenados à política de exploração e empobrecimento que PS e PSD querem impor”.

Informou ainda que a “CDU já solicitou a fiscalização sucessiva da constitucionalidade das alterações a lei do trabalho, pois põem em causa o artigo 53º da Constituição que defende o direito à segurança no emprego”.

“A CDU defende que a cada posto de trabalho permanente corresponda um vínculo laboral efetivo”, concluiu.