PCTP/MRPP entrega lista do Círculo da Madeira à Assembleia da República

O Partido Comunista dos Trabalhadores (PCTP/MRPP) entregou hoje no Tribunal Cível do Funchal a sua lista de candidatos à Assembleia da República para as eleições do próximo dia 6 de Outubro.

A lista do Partido é constituída pelo número máximo legal de 11 candidatos, dos quais 4 são mulheres, a média de idades é de 54 anos e nela encontram-se representados "pescadores, trabalhadores de hotelaria, comerciantes, donas de casa e intelectuais".

"O primeiro candidato da lista é Humberto Filipe da Silva Freitas, caixeiro, de 57 anos de idade, natural do Funchal e residente em Santa Cruz, divorciado e pai de uma filha. De há muito simpatizante do Partido, tem integrado as suas listas às eleições na Região, legislativas e últimas autárquicas de Santa Cruz, e para a Assembleia da República.

Para além dos objectivos políticos gerais da candidatura a nível nacional, designadamente, de luta contra a submissão do país aos ditames políticos e económicos do imperialismo alemão e europeu, prosseguida pelo governo reaccionário e anti-operário dos partidos fura-greves PS, PCP e BE, e ainda, entre outros, pela saída da União Europeia, pela semana das 35 horas, pela revogação do Código de Trabalho fascista da Tróica, por um serviço nacional de saúde universal e gratuito, por uma habitação condigna e barata,

Os candidatos do PCTP/MRPP pela Região Autónoma da Madeira bater-se-ão na Assembleia da República, desde logo, por pôr cobro imediatamente ao roubo do Estado à Região, pela mão do agiota Centeno, nos juros cobrados na amortização do empréstimo à Madeira, e acima de tudo pela alteração do estatuto autonómico nos termos inscritos no seu programa para as eleições regionais, defendendo, entre outras medidas, a abolição do cargo de representante da República para a Região Autónoma da Madeira e a transferência de todo o poder de âmbito administrativo, financeiro, económico, fiscal, judiciária, policial e orçamental político, técnico e administrativo para os órgãos democráticos da Região, à excepção dos poderes constitucionais respeitantes à Defesa Nacional, às Forças Armadas, à Diplomacia e Representação Externa do Estado Português, à moeda e ao orçamento nacional", lê-se no comunicado.