Iniciativa Liberal apresenta propostas para a Educação

"Ambicionamos que a política educativa seja uma prioridade nas políticas públicas. Queremos reformar o sistema educativo de forma a que as nossas crianças, adolescentes e jovens sejam formados numa cultura de exigência, de liberdade e de respeito pelo outro. A mentalidade científica deverá ser um eixo estruturante do ensino", refere o comunicado enviado á imprensa.

Da aludida nota consta um rol de propostas que a Iniciativa Liberal pretende ver implementadas na Educação.

Ei-las:

a. Estabelecer um pacto de 10 anos entre os partidos no sentido
de tornar este pilar inquebrável;

b. Assegurar que a escola pública é laica;

c. Colocar o enfoque do ensino no "aprender a aprender" em vez do
ainda prevalente debitar de matérias.

2. Reformar profundamente a Secretaria da Educação que deverá
passar a ter uma estrutura simplificada, descentralizada,
despartidarizada, altamente profissional, de modo a garantir uma maior
racionalidade, operacionalidade e estabilidade às políticas educativas
e aos processos de aprendizagem.

3. Compete à Secretaria da Educação estabelecer os objectivos a
atingir, determinar as linhas gerais curriculares, dar apoio à gestão
dos estabelecimentos de ensino, sugerir e apoiar o desenvolvimento de
metodologias pedagógicas e fazer a avaliação global dos resultados.

4. Dar autonomia administrativa, financeira e pedagógica às
escolas, gestão profissionalizada e permitir que estas definam
conteúdos programáticos, metodologias e processos pedagógicos.

5. Reforçar a legitimidade democrática dos gestores de todos os
órgãos de ensino.

6. Recusar a desvalorização do ensino privado estabelecendo, com
ele, parcerias;

7. Não recusar modos de ensinos alternativos assumindo que são os
pais os responsáveis pelas escolhas que fazem para a educação dos seus
filhos. Ter do aluno a ideia de uma realidade única e irrepetível.

8. Estimular o uso dos programas europeus de modo que os alunos e
as escolas estabeleçam relações internacionais;

9. Ter uma profunda atenção sobre aqueles que com mais
dificuldade frequentam a escola recusando o facilitismo da passagem
quase que administrativa, mas reconhecendo que há ritmos diferentes de
aprendizagem;

10. Reforçar os mecanismos de apoio aos alunos mais carenciados demodo a minorar o impacto negativo de condições socioeconómicas
desfavoráveis.

11. Proporcionar aos alunos que o queiram uma formação holística
com vista a propiciar experiências e ajudar a desenvolver habilidades
emocionais, mentais e motoras.

12. Possibilitar aos alunos a participação voluntária em áreas como:

a. Artes manuais (cerâmica, design funcional, têxteis);

b. Artes marciais (judo, tai chi chuan);

c. Artes plásticas (colagem, desenho, escultura, fotografia,
gravura, multimédia, pintura);

d. Expressão corporal (dança, expressão dramática);

e. Meditação;

f. Música;

g. Tarefas domésticas (bricolage, cozinhar, limpar, tratar da roupa);

13. Dignificar a imagem e a actividade do professor que tem de ser
a figura tutelar na sala de aula. Elevar as suas qualificações, a
todos os níveis, e ajustar a sua merecida compensação;

14. Permitir que, curricularmente, possam existir algumas, poucas,
variações, e estabelecer um currículo comum até ao 9º ano em volta de
matérias escolares de ciências, humanidades, artes, cultura e
desporto;

15. Associar à formação, a partir do 6.º ano de escolaridade, o
conteúdo "projecto" que se definirá como um trabalho a apresentar, ao
longo de um tempo mais longo, feito com apoio pedagógico dos
professores das áreas envolvidas;

16. Implementar e modernizar nas escolas os laboratórios de
tecnologias de informação, científicos e artísticos;

17. Reforçar o papel do psicólogo escolar:

a. Promover testes de despiste e orientação vocacional para
apoiar o aluno e encarregados de educação na tomada de decisão da
carreira a seguir;

b. Criar estratégias que visem acabar com todas as formas de
bullying escolar;

18. Fazer do ensino técnico-profissional uma verdadeira alternativa
com credibilidade, prestígio e competência, assente em projectos
laboratoriais e de campo que envolvam o tecido social envolvente, em
franca colaboração com autarquias e empresas, numa perspectiva de
desenvolvimento regional;

19. Estabelecer uma forte relação entre a Secretaria da Educação, a
Universidade da Madeira e o tecido empresarial de modo que nasçam
parcerias que frutifiquem e permitam o aumento da qualidade do ensino
na Madeira criando programas de apoio à investigação;

20. Assumir o compromisso estratégico de alcançar 2% do Orçamento
Regional para a Investigação científica e tecnológica;