Desconfiança financeira? Remessas financeiras dos emigrantes superaram os 3.500 milhões em 2018

Paula Abreu

José Luís Carneiro destacou, na sua intervenção na mesa redonda sobre “A participação política nos países de acolhimento”, no Fórum Madeira Global, que há muito investimento em Portugal dinamizado pelos emigrantes portugueses, desde Lisboa, Porto, Faro e Madeira, nomeadamente

Somos o que somos graças à diáspora”, sublinhou o governante, em resposta a uma questão da plateia sobre a importância dos portugueses no turismo e economia.

Por outro lado, outro espetador questionou o governante sobre os constrangimentos causados aos emigrantes pelos casos do Banif e do Santander.

José Luís Carneiro lembrou que o governo autorizou indemnizações num determinado valor, por força das negociações com os credores lesados, com base em valores definidos pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). “Isso resolveu parte do problema mas não todo. O problema é muito complexo”, reconheceu o secretário de Estado.

Será calculado um segundo perímetro para compensações remuneratórias, com base nas indicações da CMVM, e que será submetido a aprovação por parte da Assembleia da República, que terá de autorizar essa despesa para efeitos de mecanismos compensatórios.

Pronunciando-se sobre se a “irresponsabilidade financeira” terá causado desconfiança nos emigrantes, José Luís Carneiro apontou que os indicadores mostram que desde 2015 as remessas financeiras dos emigrantes para Portugal têm aumentado progressivamente, sendo que, em 2018, ultrapassaram os 3.500 milhões de euros.