Suspeitos de burla na mobilidade aérea: Suspeito mais velho fica em prisão preventiva

Os dois indivíduos voltaram hoje ao Tribunal da Comarca do Funchal, onde, pelas 14 horas, deram entrada para serem ouvidos pelo juiz de instrução criminal. Após várias horas de interrogatório em dois dias do Juiz de Instrução Criminal (JIC), os dois homens ficaram a conhecer a medida de coação. O suspeito mais jovem vai aguardar julgamento com termo de identidade e residência e apresentações periódicas em entidade policial e proibição de ausência da RAM e proibição de contactos com os demais arguidos.

O arguido de quarenta e oito anos ficou sujeito à medida de coacção de prisão preventiva.

O primeiro interrogatório foi ontem iniciado, mas só hoje os indivíduos ficam a conhecer as medidas de coação. Os dois homens, de 46 e 28 anos de idade, o gerente e outro funcionário da agência de viagens 'Madeira Fly Travel', chegaram ao Funchal na carrinha do Estabelecimento Prisional para que fosse retomada a sua audição. Ambos são suspeitos de uma alegada burla que envolve milhares de euros, sendo que os detidos são suspeitos da falsificação de documentos e faturação fitícia. Saíram do tribunal cinco monutos antes das oitos.

Os dois indivíduos foram detidos na passada quarta-feira no âmbito da operação 'Pégaso', levada a cabo pela Polícia Judiciária (PJ), através do Departamento de Investigação Criminal do Funchal, com a colaboração de outras unidades da PJ, no âmbito de inquérito tutelado pelo DIAP do Funchal.

A operação consistiu na realização de diversas buscas domiciliárias e não domiciliárias, no Funchal, tendo sido apreendida grande quantidade de elementos com relevância probatória, entre os quais documentação contabilística, dispositivos e dados informáticos, bem como numerário.

Segundo a PJ, os dois indivíduos, responsáveis de uma agência de viagens, "suspeitos de, através da falsificação de documentos e faturação fictícia, terem conseguido receber indevidamente reembolsos de viagens, ao abrigo do subsídio social de mobilidade em vigor na Região Autónoma da Madeira, lesando dessa forma o erário público, em valores que ascendem, por ora, a várias centenas de milhares de euros".