PSD Madeira critica "ignorância, oportunismo e falta de credibilidade" do PS

O PSD Madeira lamentou, em comunicado, que o "Partido Socialista tenha optado pelo discurso obsessivo e de autoelogio, no desespero de uma afirmação pelo poder, ignorando e desprezando os madeirenses e porto-santenses nas suas preocupações e reivindicações, todas elas sem resposta".

O partido afirma que, com isto, "fica provado que os socialistas estão mais preocupados nos lugares que ocupam nas listas e em ganhar a qualquer custo, do que em resolver os verdadeiros problemas da população."

No comunicado do PSD Madeira assinado pelo secretário-geral, José Prada, é referido que é "confrangedor ver que o PS aproveitou esta oportunidade para pedir, novamente, a confiança naqueles que nada fizeram pela Madeira nem pelo Porto Santo, até agora, assim como para fazer chantagem no apelo ao voto, garantindo que, se ganharem, a Europa irá apoiar diferentes áreas e setores, em projetos que, inclusive, foi o PSD a conquistar". "Torna-se difícil aceitar que se afirme que os madeirenses e os porto-santenses são portugueses iguais aos do restante território nacional quando é por culpa exclusiva do Partido Socialista que, diariamente, se sente essa discriminação", acrescenta.

"É angustiante, também, a ignorância, o oportunismo e a falta de credibilidade deste Partido, na figura de António Costa e da candidata às Europeias, quando ataca uma Região que, no respeitante aos fundos comunitários, apresenta indicadores superiores aos nacionais, nomeadamente na taxa de execução/pagamentos (39%), que é 4 pontos percentuais (p.p) superior à nacional e na taxa de compromisso (81%) que se encontra 3 p.p também acima. Aliás, António Costa e a sua candidata deveriam saber, antes de mais, que a Madeira esteve cerca de um ano à espera da reprogramação destes fundos, por parte das instâncias nacionais e europeias, realidade ignorada em discursos populistas que, pese embora o esforço, servem apenas para confirmar que o PS não só desconhece a economia regional como, pior, os instrumentos disponíveis que, através de fundos comunitários, nos têm vindo a apoiar muito mais do que o próprio Estado."

José Prada considera "caricato" que "António Costa se solidarize com o povo venezuelano quando ele representa, precisamente, o socialismo que levou à crise que aquele país atravessa, num projeto que deseja replicar na Região, a partir de 22 de setembro. Assim como também não deixa de ser absurdo e próprio de quem há muito deixou de ter vergonha na cara, usar o argumento da consolidação das contas públicas, quando se sabe que, nesta Região, a dívida global tem vindo a ser sucessivamente reduzida, ao contrário do que tem acontecido nos Açores e na República."

O PSD Madeira reitera a sua "estranheza por mais esta oportunidade perdida", numa visita que, "encenada, não foi mais do que uma mão cheia de nada, com pedidos para a confiança num cheque em branco".