Rui Ferrão quer melhor tratamento para população idosa

A candidatura do BE às Europeias 2019 realizou uma ação de campanha, junto ao Hospital dos Marmeleiros no Monte, subordinada às problemáticas com que a população idosa na RAM se confronta e as "alternativas que se impõem resolver para tratar com dignidade esta faixa etária da população".

Numa altura em que a esperança média de vida tem aumentado, o BE refere que a população idosa está cada vez mais carente de respostas públicas que respondam às várias carências – "que são muitas", com que se deparam nesta fase da vida que, no entender do BE, deveria ser a fase de mais e melhor apoio para que esta usufruísse de um final de vida condigno.

Rui Ferrão começou por declarar que é preciso o reconhecimento público do “problema das altas problemáticas, sobretudo de idosos que continuam internados”, muitas vezes porque as “famílias não têm condições de dar os cuidados necessários, ou as habitações ou os acessos são deficientes”.

Considera ser necessário “responder aos problemas das barreiras arquitetónicos e das acessibilidades, não canalizar apenas verbas para grandes obras, que enchem a vista e dão grandes lucros”. Para o candidato do BE “são as pequenas obras, que resolvem problemas do dia a dia”.

Para responder às limitações que atingem esta população, considera que “é preciso responder à falta de cuidadores, pois manter as pessoas no seu ambiente familiar é mais barato e mais saudável que depositá-las num lar". Esta deve ser a “primeira prioridade, dar condições para que as pessoas se mantenham no seu ambiente”.

Não sendo possível a primeira opção, “em segunda escolha, criar residências que estimulem a sua autonomia e o respeito pela dignidade”, pois, muitos lares “funcionam como depósitos de velhos, que não respeitam a sua dignidade, preenchendo o seu dia a dia com atividades que os infantilizam e desumanizam”.

Para o candidato é fundamental “combater a visão que as pessoas só tem valor quando produzem – as pessoas não são objetos e muito menos mercadorias sujeitas ao jogo da oferta e da procura”.

Concluindo, defendeu que, “neste capítulo, a Europa deve ter um papel fundamental e os eleitos do BE vão persistir no combate com toda a energia contra essa visão desumana, que valoriza a produtividade, o valor comercial do fazemos, as contas certas”. Afirmou ainda, que “esta visão atinge sobretudo os mais frágeis (os idosos e dependentes) que não têm mais condições para competir".

"A dignidade do Ser Humano deve prevalecer sobre défices das contas públicas e dos lucros dos privados, que na Madeira são sempre os mesmos. A essência do Bloco de Esquerda é estar lado a lado, pelo que é de todos”, concluiu o candidato.