120 mil euros para Centro de Saúde do Monte e críticas à "incompetência"

Sofia Lacerda

A Saúde continua a ser uma das prioridades do Governo Regional e, reflexo disso, é o investimento “de quase 120 mil euros”, “ainda este ano”, em “melhorias na fachada interna” do Centro de Saúde do Monte.

Isso mesmo avançou, esta tarde, o secretário regional da Saúde, que representou o Executivo nas comemorações do 451.º aniversário da freguesia do Monte, que também contemplaram uma missa solene, o hastear da bandeira e uma homenagem à professora Melânia Nunes.

Na sessão solene, Pedro Ramos adiantou que a reabilitação do centro de saúde local “é uma verba que se enquadra nos 10 milhões de euros que o Governo Regional, nesta legislatura, aplicou nas obras dos seus centros de saúde, num total de 15 centros de saúde”.

Quanto à taxa de cobertura de médicos de família, o governante realçou que, “neste momento, temos 150 médicos de família na Região Autónoma da Madeira e temos zonas com cobertura a 100%”. Nesse âmbito, Pedro Ramos assegurou que estão “a desenvolver estratégias para que, nos próximos cinco anos, o número de 200 médicos de família possa ser uma realidade”.

Quanto à homenagem de que a professora Melânia Nunes foi alvo, o secretário regional aproveitou para lançar algumas ‘farpas’, sem nunca especificar a quem se destinavam.

“A homenagem é uma decisão muito acertada da Junta de Freguesia do Monte, uma vez que, quando se fala em professores, hoje em dia, e neste país, nem sempre aquilo que se fala de cidadania, corresponde à realidade”, começou por dizer.

“Durante os últimos tempos, cidadania tem tido outros sinónimos, como de incompetência”, frisou.

“E isto tem-se verificado e feito uma relação diferente de cidadania com redes sociais, com desonestidade, com má índole, com desorganização, com afastamento, tudo aquilo que não caracteriza quando temos uma missão como a da professora Melânia Nunes”, apontou.

E essa missão, complementou, “é a missão daqueles que trabalham para os outros, independentemente de serem professores, agentes da área da Saúde, decisores. Todos nós temos uma missão, que é trabalhar para os outros”.

“E essa missão não se pode confundir com atos impensáveis, barbaridades que se vêm dizendo ao longo dos últimos tempos e que têm, de facto, confundido a nossa população, e não têm trazido nada de novo”, criticou.