"Este projeto de reflorestação pode ser um exemplo para o futuro", Margarida Pocinho

A importância de exaltar os fundos comunitários, também em questões de segurança e prevenção, levou Margarida Pocinho a visitar um projeto, bem-sucedido, de reflorestação nas serras madeirenses.

Ao quarto dia de campanha oficial, Margarida Pocinho, a madeirense que integra as listas do CSD às eleições europeias do próximo dia 26, visitou nesta quinta-feira um projeto de reflorestação, no Montado do Louro, na Ribeira das Cales, que faz partilha com o Parque Ecológico do Funchal, tendo sido foi cofinanciado pelos fundos comunitários em cerca de 90% do custo total. Ali, foram plantadas milhares de árvores endémicas, entre as quais loureiros, vinháticos e urzes. Dentro de pouco anos, o coberto vegetal será mais agradável à vista e a segurança do Funchal estará mais reforçada.

A candidata esteve no local, precisamente para relevar a importância dos apoios comunitários. "Este projeto inclui a prevenção de incêndios, com uma comparticipação de 100%, e a reflorestação é de 90%", exaltou Margarida Pocinho. "Sabemos o que aconteceu com os incêndios e o quanto é essencial a proteção porque a nossa cidade está ali ao lado. Por outro lado, estas espécies endémicas têm características que se pegam mais à terra e por isso o perigo de as enxurradas poderem levar as árvores e outro material sólido pela encosta abaixo é muito menos, é, portanto, um segundo nível de segurança para a cidade", referiu.

Margarida Pocinho acredita que sem os fundos comunitários "seria muito difícil" desenvolver projetos com a dimensão do Montado do Louro. "O cofinanciamento é essencial porque não é rentável, e por isso louvo os privados que investem nesta área, porque se o retorno financeiro é diminuto, já o retorno é grande em termos de património da natureza e equilíbrio ecológico, mas também em termos de futuros projetos que podem nascer aqui dentro, como a agro-florestação, misturando a produção de alguns animais com este paraíso ecológico".

"Este projeto pode ser um exemplo para o futuro", disse Margarida Pocinho, a pensar na juventude. "São os jovens que têm de agarrar estes projetos e aproveitar estes fundos", incentivou. "Retirar daqui mais valias para o turismo. Não podemos deixar morrer esta paisagem, mas também podem desenvolver outras áreas, como o agroturismo e a agropecuária".

Para que mais projetos sejam aprovados pela União Europeia, Margarida Pocinho avisa que é preciso "a intervenção urgente" do Governo Regional no cadastro rústico e florestal. "Por vezes há muitos herdeiros, outras vezes não sabemos de quem é o terreno, tudo isto complica a documentação necessária para candidatar os projetos", sublinhou. "É verdade que muitas vezes não sabemos por onde andam os herdeiros, mas o Governo Regional tem de se despachar. Esta é uma questão burocrática que se acelera quando há vontade política. Podiam existir mais projetos como o do Montado do Louro, mas o cadastro e a falta de registos dos terrenos são a primeira grande dificuldade", concluiu.

A visita guiada, pelo engenheiro florestal Pedro Sousa, prendeu a atenção da comitiva do CDS. A candidata fez acompanhar do líder do partido, Rui Barreto, e dos deputados José Manuel Rodrigues, António Lopes da Fonseca e Roberto Rodrigues.