Madeira, Algarve e Lisboa são as regiões do país onde faltam mais médicos de famílias

Madeira, Algarve e Lisboa «são as três regiões do país onde faltam médicos de famílias».

Isso mesmo afirmou, esta tarde, o presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, momentos antes do início da sessão comemorativa do Dia Mundial do Médico de Família, que elegeu o Funchal como palco destas celebrações.

Rui Nogueira lamentou que a Região ainda tenha «uma população a descoberto» na cobertura destes médicos especialistas que, «na média nacional é razoável, mas depois, em termos de regiões, temos algumas assimetrias».

No entender do responsável, esta situação está relacionado com o facto de estas terem sido «as três regiões onde aumentou muito a população nos últimos 10 anos». «E como aumentou a população, sem que tivesse aumentado o número de médicos de família, nós hoje temos uma cobertura ainda insuficiente nestas três regiões e a Madeira, de facto, tem um problema ainda de disponibilidade de médicos», apontou.

A este respeito, o secretário regional da Saúde lembrou a possibilidade de haver 16 novos médicos de Medicina Geral e Familiar «que, no futuro, irão trabalhar aqui na Região Autónoma da Madeira e vão permitir que nós consigamos o patamar que nós queremos atingir até 2019», de uma cobertura de 80%.

Pedro Ramos indicou ainda que, a contratarem uma média de 10 profissionais por ano, «nós pensamos que, dentro de três a cinco anos, teremos uma cobertura na Região dentro daquilo que é considerado totalmente aceitável, entre 90 a 100%».

Por seu turno, o presidente da Câmara Municipal do Funchal, que também interveio na sessão comemorativa do Dia Mundial do Médico de Família, realçou que «poderia ser muito interessante» uma parceria com o Governo Regional no que se refere às Unidades de Saúde Familiar.

Admitiu que as autarquias não têm os recursos humanos, mas, por outro lado, «têm os espaços». «Têm também técnicos, não na área da Medicina ou da Enfermagem, mas, normalmente, nestas Unidades de Saúde Familiar são formadas equipas multidisciplinares e é aí que, se calhar, nós devíamos intervir, em articulação, obviamente, com o Governo», sugeriu.

Sofia Lacerda