Dezenas de jovens e venezuelanos procuram um futuro profissional na Calheta

Susy Lobato

Dezenas de pessoas, sobretudo desempregados, participaram hoje na quarta edição do ‘Rumo ao futuro profissional’, na Casa das Mudas.

O auditório ficou bem composto, com jovens e muitos conterrâneos que regressaram da Venezuela e que viram aqui uma oportunidade de contactar com entidades empregadoras e até de formação profissional.

É o caso de Marina Nascimento, que regressou da Venezuela há cerca de seis meses. Em declarações à Rádio Calheta, explicou que é formada em negócios internacionais e agora procura saber se poderá trabalhar na área, na Madeira. “Vim conhecer as opções que existem no mercado e falar com as várias empresas que estão aqui representadas”, disse. Já Jesus José, que também regressou da Venezuela recentemente, elogiou a iniciativa, tendo em conta os números de desemprego que a Madeira ainda enfrenta. No seu caso, explicou que está a trabalhar, mas sem contrato fixo, razão pela qual pretende encontrar melhores condições de emprego ou então obter formação para melhorar os seus conhecimentos.

Quem também esteve no local foi o presidente da Câmara da Calheta, que elogiou esta “iniciativa importantíssima”. “Estão aqui muitas instituições e muitas escolas profissionais com diversos cursos de formação”, referiu, lembrando que quem não esteve presente deve, pelo menos, contactar o Polo de emprego da Calheta para se informar sobre as várias saídas.

“É excelente ter estas iniciativas aqui na Calheta, até porque o mercado de trabalho é cada vez mais exigente e é preciso estar preparado para enfrentá-lo”, vincou Carlos Teles, acrescentando que “a formação é imprescindível para enfrentar o mundo do trabalho”.

O autarca deu como exemplo prático a realidade daquele concelho, cada vez mais cobiçado por turistas, sublinhando que “na restauração, a forma como se atende o cliente ajuda a qualificar o destino”. Teles quis, assim, enaltecer a importância de apostar na imagem e na qualificação, nos diversos serviços.

Quanto à presença de muitos conterrâneos, o presidente ficou feliz por vê-los, por considerar que estes “serão fundamentais no desenvolvimento do concelho”.

Refira-se que esta é uma iniciativa que resulta de uma parceria entre o Polo de Emprego da Casa do Povo da Calheta e a Secretaria Regional da Inclusão e dos Assuntos Sociais (SRIAS), através do Instituto de Emprego da Madeira. No total, estiveram representadas 28 entidades regionais.