O papel vai sobreviver, mas o futuro será digital

David Spranger

Decorre ao longo deste sábado o seminário promovido pelo Sindicato dos Jornalistas que debate o papel e importância da imprensa regional. Transversalmente vai sendo abordada as recorrentes ‘Fake News’, e, ainda a relação entre a imprensa escrita e o digital.

Sofia Branco, presidente do Sindicato dos Jornalistas, não tem dúvidas de que no futuro “vamos ter cada vez mais o digital. O papel vais sobreviver, mas não será a principal fonte.” Diz acreditar será mais importante “em projetos de nicho, em casos para guardar”, dando exemplos de sucesso, por exemplo, do “Observador, que será sempre online mas que pontualmente coloca em papel” precisamente esse determinados nichos que considera que o leitor quererá guardar. “É funciona”, constata.

Por seu turno, Sofia Colares Alves, da Comissão Europeia em Portugal, falou da legislação que vai sendo produzida na União Europeia nesse ‘combate’ às fake news. “Curiosamente, são os mais idosos que não questionam a contra informação” considerando que os jovens “estão mais avisados”. Constata que os estudos indicam que “50 por cento dos perfis nas redes sociais são falsos” e também que o universo de seguidores de uma fake news e imensuravelmente maior que o consequente desmentido.