BE defende gestão pública do CINM

O coordenador do BE esteve, hoje, na sede da SDM, no Caniçal, onde defendeu que a gestão do Centro Internacional de Negócios da Madeira deve ser pública.

"Os resultados apresentados da Zona Franca em 2018 apontam para duas grandes fragilidades: a grande variabilidade da atividade, e o diminuto impacto na criação de emprego. A gestão privada não se foca na criação de empregos, mas sim em dar lucros fáceis aos acionistas", referiu.

"A Zona Franca (o CINM, com maior rigor) terá contribuído com 122 milhões para as receitas fiscais da Madeira em 2018, no ano anterior o contributo foi de cerca de 200 milhões. Registou-se uma quebra abrupta, o que expõe a grande imprevisibilidade na evolução da atividade e das receitas fiscais. O CINM tem a solidez das bolas de sabão: as receitas fiscais podem ser muito relevantes e subitamente desaparecerem, não há garantias de futuro. As empresas podem sair para outras praças, por múltiplas razões que escapam ao nosso controlo, porque não têm uma atividade física na Madeira, limitam-se a ter uma morada fiscal", disse ainda.