CDU exige da CMF mais atenção aos moradores dos bairros sociais

A CDU concretizou esta quinta-feira uma iniciativa política no Bairro da Ribeira Grande, freguesia de Santo António, onde abordou a necessidade de existir uma verdadeira política social no concelho do Funchal.

Nas conclusões da iniciativa, Herlanda Amado, deputada municipal da CDU na Assembleia Municipal do Funchal, referiu que "o concelho do Funchal tem sido confrontado com um deficit de verdadeiras políticas sociais e isto reflecte-se na vida de milhares de funchalenses",

"Somos um dos municípios com o maior deficit habitacional do país e apesar dos estudos e relatórios apresentados pelo actual executivo camarário, não existem medidas concretas e imediatas para garantir uma resolução efectiva dos problemas habitacionais do concelho", lamentou, defendendo que "o direito à habitação deve concretizar-se pela garantia às famílias de uma habitação que satisfaça as suas necessidades e assegure o seu bem-estar, privacidade e qualidade de vida".

Para Herlanda Amado, o direito à habitação deverá ser assegurado pela concretização de verdadeiras políticas de combate às carências habitacionais.

"É inaceitável que, estando cerca de 3700 famílias em lista de espera para terem acesso a uma habitação social, este executivo se alimente das expectativas das pessoas necessitadas e desesperadas por resolver a sua situação habitacional, e apenas prometa, mas não concretize", mencionou a deputada municipal.

Considerou ainda que "esta Câmara tem-se mostrado insensível aos problemas das pessoas e por mais que queira esconder a sua inércia, com a apresentação de programas sociais, que em nada resolvem os verdadeiros problemas que os Funchalenses se confrontam diariamente, não conseguirá fazê-lo, porque a realidade é muito diferente daquela que tentam retratar".

O Bairro da Ribeira Grande, onde a CDU esteve hoje, é apontado como um dos exemplos da falta de investimento por parte da autarquia, onde, de acordo com os comunistas, muitas vezes as verbas anunciadas são insuficientes, não passando de operações de cosmética quando são necessárias intervenções estruturais.

"Não há sensibilidade da parte deste executivo para um verdadeiro acompanhamento a quem reside nestes complexos habitacionais", lamentou Herlanda Amado, que defende que "os moradores dos Bairros sociais devem ser olhados como pessoas com direitos e não como indigentes e mal pagadores.”