SINDEPOR salienta o clima de paz que se vive na Região

David Spranger

A estrutura sindical que agrega enfermeiros diz estar solidária com o todo nacional, mas considera que na Madeira estão abertas portas para negociações, acreditando que muitas das reivindicações junto da tutela, serão satisfeitas. “Afigura-se possível de realizar, pois já existe algo de semelhante na Região com outra entidade”, numa referência à classe dos professores.

O SINDEPOR – Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal, a mais recente entidade sindical ligara ao setor, a operar desde setembro de 2017, realizou na manhã desta terça-feira uma conferência de imprensa, para dar conta da sua posição em relação aos problemas que afetam os enfermeiros na Região.

No essencial, ressaltam duas ideias: uma primeira que tem a ver com a solidariedade com a luta que vai sendo travada no território continental; a certeza de que na Região sentem que existe uma porta aberta para negociações e só se a mesma se fechar, poderão avançar para greves.

Aqui, “temos que salientar o clima de paz que se vive na Região com os enfermeiros, e o clima de diálogo e concertação social para chegar a acordo com os enfermeiros, por parte da Tutela”.

Num universo de cerca de 1.700 enfermeiros que laboram no espaço insular, distribuídos pelos mais diversos sindicatos, existe a expetativa de que a ‘carta reivindicativa’ que está na posse da tutela, e que teria aprazada uma resposta até dezembro último, terá proposta que poderão ser bem acolhidas.

Ou seja, é reivindicada o ‘descongelamento e progressão da carreira com a atribuição dos pontos, que deveria ter tido início já em janeiro de 2018’. “Temos a promessa por parte do secretário regional da Saúde do correto posicionamento remuneratório, que deverá ser realizado através da atribuição de 1,5 pontos desde 2004 até 2014 e 2 pontos por biénio a partir, inclusive, de 2015 a 2018”, conforme exaltado Laurindo Pestana, coordenador regional do SINDEPOR.

No mesmo documento está expresso, também a reivindicação “do justo reconhecimento e valorização da carreira, através de uma tabela remuneratória, equiparando os enfermeiros aos outros licenciados que exercem na função pública, em especial na Saúde, sem discriminação”.

E, igualmente, “não podemos esquecer a aposentação dos enfermeiros”, reconhecendo, no caso Evaristo Faria, delegado na Região do Conselho Nacional do SINDEPOR, que esta matéria será muito mais complicada de separar do todo nacional, mas acreditando que também aqui poderá existir uma plataforma de entendimento regional.