Apenas um restaurante e uma pastelaria estão abertos no porto de recreio da Calheta

Hoje, apenas um restaurante e uma pastelaria se matinham abertos no Porto de Recreio da Calheta.

Os dois estabelecimentos pertencem aos mesmos donos, que não quiseram falar ao JM. Os restantes comerciantes dizem que fecharam os respetivos espaços hoje e durante três meses.

Recorde-se que as obras no talude sobranceiro ao Porto de Recreio da Calheta têm vindo a ser constantemente adiadas - primeiro, por causa da época de Natal e, depois, por falta de entendimento com os comerciantes, mas ontem deveria ter sido o “dia D” para que os trabalhos arrancassem em força.

A estrada ficou encerrada já no final da manhã de ontem, mas os comerciantes bateram o pé e mantiveram em pleno o funcionamento dos seus espaços, com as esplanadas cheias de clientes.

E a justificação foi simples e direta: sem garantias em termos indemnizatórios, sem qualquer comunicado ou acordo escrito ninguém fecha as portas.

Como pode ler na edição impressa de hoje do jornal, a Secretaria Regional dos Equipamentos e Infraestruturas referiu que “o Governo Regional está neste momento a ultimar os procedimentos administrativos que vão permitir aos comerciantes, no final das obras, receberem as respetivas indemnizações pelo encerramento temporário dos seus estabelecimentos”.

Assim sendo, prossegue a tutela, “enquanto este assunto não estiver resolvido, o Governo entende que os comerciantes poderão continuar de portas abertas”.

A Secretaria de Amílcar Gonçalves quis, através do JM, ressalvar que “o Governo Regional está empenhado em colaborar com os comerciantes, pretendendo resolver o mais rapidamente possível esta questão por forma a dar seguimento à empreitada que tem como principal objetivo garantir a segurança de pessoas e bens”.

Os cerca de dez empresários afetados serão notificados por ofício dentro de poucos dias, num documento onde lhes será pedido um levantamento das despesas que irão ter com o encerramento temporário dos seus estabelecimentos.

O objetivo é que, dessa forma, o Governo consiga contabilizar o valor das indemnizações, inerente aos prejuízos que os comerciantes terão por serem obrigados a fechar portas durante os próximos três meses.