“Participação é a minha palavra chave para a juventude”, João Paulo Rebelo

David Spranger

O secretário de Estado da Juventude e Desporto apela à participação na vida ativa nacional, lembrando que os jovens têm ideias próprias e elogiando práticas do Governo da República que poderiam ser aplicadas à Região, como seja “o orçamento participativo direcionado para os jovens”.

Os estados gerais do PS-Madeira, trouxeram à Região, para além dos ministros Matos Fernandes e Ana Paula Vitorino, também João Paulo Rebelo. O secretário de Estado da Juventude e Desporto esteve agregado à mesa que desenvolveu a temática ‘juventude: inclusão, empreendedorismo, desenvolvimento e futuro, onde tiveram também assento Miguel Fontes, diretor executivo da Startup Lisboa, e Olavo Câmara, líder da JS-Madeira, com moderação a cargo de Rui Caetano.

A interligação entre todas as áreas de intervenção com a juventude, esteve no foco, com Rui Caetano a dar o mote, referindo que “está na hora cada matéria estar na sua gaveta”, indiciando essa interação, não só entre si, mas também envolvendo a juventude. “O modelo de desenvolvimento imposto ao longo destes anos, é um autêntico desastre”, sintetizou, ao ‘trazer’ para a Região os ‘títulos’ de Região do país “com mais desemprego jovem, maior nível de obesidade entre os jovens e maior taxa de abando escolar”.

Na sua intervenção, O secretário de Estado da Juventude e Desporto fez uso de uma citação, da juventude, para lançar a sua oratória, referindo que “dispensamos bem as ideias que os políticos têm para nós, porque nós jovens temos ideias próprias”

“Participação”, será a palavra chave defendida por João Paulo Rebelo, na mensagem aos jovens. O secretário de Estado diz que tem sempre jovens à sua mesa para discutir os problemas da juventude. Lembrou que “não há mais nenhum país do mundo que lance um orçamento participativo direcionado para os jovens, como este governo fez”, sendo que “essa é uma ideia que deixo aqui para a Região”.

“Incluir os jovens significa a pô-los a participar”, aceitando que “temos que ter um discurso também para aqueles que trabalham nas fábricas”, ou em outras profissões, constatando que “nem todos querem ser patrões”.

Quanto ao madeirense que lidera a juventude socialista na Região falou nos desafios para a juventude. “Temos na Madeira um presente negro no que respeita a juventude”, disse Olavo Câmara, que enumerou, tal como Rui Caetano, o topo da tabela indesejada que diz que o arquipélago ocupa, nos mais distintos itens, aos quais juntou a “emigração jovem”. Na definição das prioridades, entre a juventude, colocou a “criação de emprego” e considerou que os estágios profissionais “são apena suma penso rápido… andamos de estágio em estágio”. Reivindicou, ainda, uma “educação de qualidade e gratuita”.

Já o gestor da Startup constatou, logo a abrir, que “a inovação é essencial em qualquer política, em qualquer região”, especificando que no casso da Madeira, “todos nós percebemos que quando estamos no mercado a vender a sua oferta turística, percebemos que ela precisa de diferenciar” Porque “os mercados são exigentes e a inovação é essencial para corresponder às exigências dos consumidores”.

Na base tem de estar um trabalho bem pensado, no propósito de que “tudo aquilo que se produz em politicas publicas que traduzem essa inovação, é importante”.

“Mas atenção”, ressalvou, “não tenho o discurso que o empreendedorismo é a varinha magica para resolver todos os problemas dos jovens, mas é importante perceber que permite criar condições para os jovens concretizarem os seus sonhos”.