CDS-PP propõe criação do Estatuto do Cuidador Informal

O CDS-PP Madeira entregou na Assembleia Legislativa da Madeira uma iniciativa para que seja criado o Estatuto do Cuidador Informal.

Acredita o partido liderado por Rui Barreto que esta solução é a que se apresenta mais viável para solucionar um problema social sério, que envolve famílias e o próprio emprego.

"A rede de cuidados continuados está esgotada, o apoio domiciliário é insuficiente, 600 camas estão ocupadas com as altas problemáticas e existem cerca de 1.000 pessoas em lista de espera para vagas nos lares. Números que confirmam a necessidade de um resposta urgente para as pessoas idosos ou que precisam de cuidados", referiu o deputado António Lopes da Fonseca, porta-voz da iniciativa que decorreu esta manhã na ALM.

O depurado explicou que "na Assembleia da República o PS e os partidos de esquerda chumbaram em dezembro último uma proposta da antiga ministra socialista Maria de Belém, tendo o CDS retomado agora a mesma proposta para levá-la de novo ao Parlamento".

Mas o CDS Madeira garante que não vai esperar mais. "Somos uma região com autonomia, temos possibilidades de legislar nesta matéria, ainda que na República a esquerda, toda unida, esteja contra este estatuto", afirmou o parlamentar. "Temos de legislar na Região, independentemente do que se passar na República. A autonomia só é boa se for útil aos madeirenses e porto-santenses, e essa utilidade está na capacidade que temos para legislar."

O CDS espera para ver o comportamento das outras forças políticas no Parlamento insular. "Temos que criar condições para que as pessoas possam cuidar dos seus familiares", explica António Lopes da Fonseca. "A proposta do CDS prevê que quem cuida receba uma apoio financeiro no valor de 435 euros/mês, que é justo, porque presta uma serviço. O CDS irá em frente com esta proposta e espera o apoio dos outros partidos."