Sindicato Democrático propõe a Pedro Ramos criação de três categorias para os Enfermeiros

Susy Lobato

O Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (SINDEPOR) apresentou esta manhã ao Secretário Regional da Saúde um conjunto de reivindicações, assentes, sobretudo, na alteração da carreira especial de enfermagem e no descongelamento das carreiras, mediante atribuição de 1.5 pontos desde 2004 - 2014.

José Evaristo Faria, representante do SINDEPOR na Madeira, evidenciou a necessidade da criação de três categorias, nomeadamente a de Enfermeiro, Enfermeiro Especialista e Enfermeiro Diretor, fixando-se uma “tabela remuneratória especial justa, equitativa e adequada ao grau de complexidade formativa e funcional da carreira”, sendo que este último nível da carreira, de Enfermeiro Diretor, carece, de acordo com esta força sindical, de um suplemento remuneratório de 500 euros.

O SINDEPOR, uma associação sindical recentemente constituída, e que tem liderado a greve cirúrgica que se estende há alguns dias, pretende “recuperar a confiança da classe no sindicalismo e semear a esperança de que é possível mudar a péssima situação profissional atual dos enfermeiros decorrente da desvalorização e estagnação da carreira ao longo dos tempos”.

Pedro Ramos referiu que a carreira dos enfermeiros tem sido um problema que sucessivos Governos não conseguiram resolver com os sindicatos. Mas, garantiu, "neste momento, a definição de uma carreira para os enfermeiros, e respetivas remunerações, está a ser discutida".

Na Madeira, sublinha que o Governo, através da Secretaria da Saúde, tem tido, nos últimos anos, "uma atitude e uma postura completamente diferente em relação a este e a outros grupos profissionais", referindo-se à atribuição dos três dias de férias, a remuneração mínima, as 35 horas como horário de trabalho, o suplemento ao especialista, a equiparação dos contratos dos enfermeiros da função pública e do privado.

Pedro Ramos prometeu analisar a proposta agora apresentada pelo SINDEPOR e acrescentou que "todas as especificidades regionais poderão existir, desde que não colidam com matéria da Constituição Portuguesa no que diz respeito ao que está definido para a atividade laboral dos vários grupos profissionais".

O secretário lembrou ainda que hoje a ministra da Saúde reúne-se com a Bastonária dos Enfermeiros e informou que, na próxima sexta-feira, todas as estruturas sindicais dos enfermeiros vão reunir-se também com a ministra, podendo sair daqui alguns entendimentos.