Pedro Ramos acredita que existem muito mais de 600 casos de VIH na Madeira

Susy Lobato

Estão diagnosticados, nesta altura, cerca de 600 casos de VIH/Sida na Madeira, mas Pedro Ramos acredita que o número de pessoas infetadas por este vírus é bem superior.

O secretário, que falava esta tarde no final de um evento promovido pela Abraço - Associação de Apoio a Pessoas com VIH/Sida, alertou para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

“É preciso fazer o teste. Se as pessoas fizerem o teste, iremos, certamente, diagnosticar mais casos, mas os casos diagnosticados podem ser acompanhados de uma forma diferente”, disse, adiantando que essa situação não pode ser uma incógnita, nem para o doente nem para os profissionais de saúde.

“Se todos nós desempenharmos o nosso papel, podemos controlar muito melhor a situação”, vincou, garantindo, da parte do Governo Regional, um “constante investimento para acompanhar esta enfermidade”.

Mas, lembrou, “todos nós temos responsabilidade na área da Saúde”. No que respeita à comunidade, “proteção é a palavra chave”, sublinhou.

Pedro Ramos aproveitou o evento que decorreu no La Vie para enaltecer o empenho de várias associações, no caso concreto a ABRAÇO, que, em colaboração com o Governo, têm acompanhado esta temática. O governante transmitiu que estas organizações têm sido fundamentais na promoção de oportunidades para que o doente faça o diagnóstico, contribuindo, dessa forma, para o tratamento precoce de pessoas infetadas pelo vírus.

A Abraço quis, assim, marcar o Dia Mundial de Luta Contra a Sida, assinalado no dia 1 de dezembro. Com o evento “À conversa sobre… 35 anos de VIH”, que se realizou esta tarde no La Vie, a organização pretende divulgar e alertar as pessoas para a necessidade de prevenção e do diagnóstico precoce, assim como, desmistificar preconceitos e quebrar estigmas.

A Abraço garante que irá continuar numa luta diária e constante contra novos casos de infeção de VIH/SIDA, contra a discriminação e preconceito em torno desta problemática, apostando nas únicas armas de combate a esta epidemia: a Informação e a Prevenção.