Violações a mulheres e crianças leva Liliana Rodrigues a questionar Comissão Europeia

A eurodeputada Liliana Rodrigues questionou a Comissão Europeia em relação aos relatos de casos de violação sexual no campo de refugiados de Mória, em Lesbos. A socialista perguntou, ainda, sobre que medidas estão a ser implementadas por parte da Comissão que possam assegurar a protecção dos migrantes, especialmente os mais vulneráveis.

Segundo a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), na ilha grega, num local com uma capacidade máxima para 3100 pessoas, estão a viver cerca de nove mil, muitas das quais em contentores e em tendas improvisadas. Os MSF denunciaram recentemente o estado de emergência vivido em Lesbos e exigiram a retirada urgente de todas as pessoas vulneráveis, especialmente as crianças, muitas delas vítimas de violação sexual.

“Não é desta forma que aqueles que mais precisam da nossa solidariedade devem iniciar o seu percurso no nosso continente”, afirmou Liliana Rodrigues, acrescentando que “a União Europeia e os seus Estados-membros têm o dever de assegurar as condições mínimas de segurança e de dignidade àqueles que chegam à Europa com o objectivo de começar uma nova vida”.

No campo de Mória, os MSF alertaram para a existência de casos de crianças que, devido às condições em que vivem, desenvolveram tendências suicidas e que chegaram ao posto médico com feridas auto-infligidas.

A eurodeputada socialista afirmou que “os problemas nos países de origem, a longa jornada até ao país de chegada e as condições de vida nos campos, muitas vezes sobrelotados, contribuem para o desenvolvimento de traumas”, acrescentado que é “imperativo que estes jovens tenham um acompanhamento psicológico adequado”.

Entre 2014 e 2016, segundo dados do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), chegou a território grego cerca de 1 milhão de pessoas. Em 2017, o número atingiu quase as 30 mil pessoas e, este ano, até ao passado mês de Julho, era de aproximadamente 15 mil pessoas.

Liliana Rodrigues questionou que medidas estão a ser implementadas pela Comissão para proteger estes migrantes, especialmente os mais vulneráveis, questionou ainda omo pode a Comissão garantir que os violadores responderão perante a justiça e perguntou se existe algum acompanhamento psicológico para os jovens que tentaram o suicídio.