Lar da Ajuda nega críticas ao funcionamento da instituição

Carla Ribeiro

O Lar da Ajuda, instituição privada, está a ser alvo de críticas por parte de quem ali tem familiares. Numa denúncia chegada à nossa redação, há um registo com várias queixas, sendo de destacar que "há utentes a dormir no chão das caves, que cada funcionária tem à sua responsabilidade 26 utentes e que não há alimentação suficiente para todos os idosos". Contamnos que "alguns funcionários levam comer para dar aos utentes".

. A queixa aponta também para ordenados em atraso além de sobrelotação do espaço.

Rita Brazão, proprietária e sócia maioritária do Lar da Ajuda (constituído por três unidades) refuta todas as acusações que são feitas na denúncia. Explica que na Unidade 1, estão 24 idosos, na Unidade 2, estão 20, enquanto que na Unidade 3, estão 14, tudo de acordo com a lei. Adianta que as infraestruturas não têm cave. Sobre os ordenados em atraso, garante que não é verdade que haja qualquer verba por pagar. Também desmente que cada funcionário tenha a seu cargo 26 utentes.

“Também não é verdade que não haja comida. Se alguma funcionária se esquece ou deixa de dar alguma refeição. Isso já não posso garantir”, refere.

Rita Brazão reage, por isso, com grande surpresa à denúncia apresentada e diz não compreender de onde e o porquê de a mesma ter surgido. A não ser que tenha a ver com a nomeação de uma pessoa que gere o pessoal, no sentido de verificar se tudo decorre bem. “Como foi imposta mais ordem e tenho duas funcionárias com baixas de 60 dias cada uma, poderá vir daí. Mas não sei se é…”, diz-nos. O JM sabe que a queixa chegou também à Segurança Social da Madeira.