USAM também deixa a Concertação Social

David Spranger

Por solidariedade com a CGPT, confederação regional confirma que já não irá estar presente na próxima reunião, agendada para 18 de novembro.

Alexandre Fernandes, pela USAM, já reagiu ao JM sobre a aprovação, esta manhã no plenário madeirense, da redução para três no número de entidades sindicais representadas Conselho Económico e da Concertação Social da Madeira.

Na nova configuração, manter-se-iam a USI, a USAM e a UGT. Ora, Alexandre Fernandes releva que "por solidariedade vamos também deixar a nossa representação", ressalvando que "a nossa luta pelos trabalhadores prosseguirá 'lá fora', nas habituais formas de manifestação", exaltando que, com esta medida – de exclusão da CGTP, "ficam de fora milhares de trabalhadores".

Ao sindicato dos professores e enfermeiros, junta também funcionários judiciais e até funcionários públicos regionais, entre as classes que não estão representadas pela USAM e, ssim, apenas pela CGTP, e que, desta forma, já perderiam o assento na Concertação Social.

Alexandre Fernandes acusa a "USI e a UGT de, verdadeiramente, defenderem os interesses do patronato", pelo que "a USAM e a CGTP equilibravam as negociações", algo que no cenário aprovado deixaria as contas num '1-2'. Agora, prefere deixar em '0-2', no que a representações sindicais diz respeito, como forma de solidariedade para com a confederação nacional escluída.

Pelo CGTP, António Gouveia manifesta ainda "esperança que o Representante da República possa encontrar matéria para enviar o documento, aprovado com os votos favoráveis de PSD, CDS e PS, para o Tribunal Constitucional".