PCP/M diz que programas de ocupação do IEM «destroem postos de trabalho»

O PCP diz que os programas de ocupação desenvolvidos pelo Instituto de Emprego da Madeira (IEM) «estão a ser utilizados para substituir as funções que deveriam ser desempenhadas por trabalhadores com vínculos laborais efetivos».

O deputado Ricardo Lume foi o porta-voz da iniciativa política que decorreu, esta manhã, em frente ao IEM, no Funchal. No local, transmitiu que este tipo de programas, «que deveria ser um instrumento para integrar os desempregados e os jovens no mercado de trabalho (…) têm servido para destruir postos de trabalho».

«Trata-se de trabalhadores que, encontrando-se em situação de desemprego, durante um período máximo de 12 meses asseguram o funcionamento de um já largo conjunto de serviços públicos, mas também de associações privadas sem fins lucrativos dando resposta a necessidades permanentes. Terminado esse período, não podem continuar nesse posto de trabalho e dão lugar a uma nova forma de contratação precária, no que se configura como um verdadeiro ciclo vicioso», acrescentou o deputado comunista, concluindo que «o mais grave desta realidade é que mesmo existindo necessidade de mais trabalhadores nos diversos sectores da administração pública, seja ela local ou regional, estes trabalhadores desempregados nunca são contratados».