Liliana Rodrigues em trabalho na ilha da Reunião

A eurodeputada Liliana Rodrigues desloca-se à ilha da Reunião, entre os dias 17 e 21 de setembro, com o objectivo de proceder à verificação de projectos financiados por fundos europeus naquele território. A socialista integra esta missão à ilha francesa no âmbito do trabalho que tem vindo a desenvolver em prol das regiões ultraperiféricas (RUP) na Comissão do Desenvolvimento Regional do Parlamento Europeu.

Em nota de imprensa, é referido que, ao longo dos quatro dias, os eurodeputados terão a oportunidade de reunir com diversas autoridades locais, como será o caso do Prefeito Amaury de Saint-Quentin, Representante do Estado na Região, e de Didier Robert, Presidente do Conselho Regional. Do programa da missão, destaque para visita dos parlamentares à Universidade da Reunião, ao observatório vulcanológico do vulcão Piton de la Fournaise e ao local de construção de uma nova estrada costeira, financiada pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional em 151 milhões e que tem o objetivo de conectar o nordeste com o sudoeste da ilha.
Sobre a visita, a eurodeputada socialista salientou a relevância destas avaliações no terreno, numa altura em que se encontra em discussão o próximo Quadro Financeiro Plurianual (QFP) da União Europeia: “é muito importante, para nós, deputados, vermos se os programas encontram-se a funcionar na sua globalidade e de verificarmos se os fundos europeus estão a ser bem aplicados por estas regiões”.
No passado mês de maio, a Comissão Europeia anunciou um corte de 9,9% nos fundos estruturais e de coesão da UE. Na proposta da equipa liderada por Jean-Claude Juncker, Portugal irá receber cerca de 21,2 mil milhões de euros entre 2021-2027. Este valor representa para o país um corte de 7% em comparação com o quadro comunitário atual.
Liliana Rodrigues destacou ainda o facto de esta ser a terceira RUP, para além da Madeira, que visita durante este mandato, depois de ter estado em Martinica em 2016 e nos Açores em 2017. “É particularmente especial visitar outra região ultraperiférica e notar que, apesar da distância física entre elas, temos muitas coisas em comum e problemáticas que podem ser trabalhadas e solucionadas em conjunto”, afirmou a parlamentar.