Albuquerque sublinha que "Estado tem de fazer valer o seu peso no capital social da TAP"

Susy Lobato

O presidente do Governo Regional reagiu esta manhã às declarações do presidente executivo da TAP, Antonoaldo Neves, que ontem foi ouvido no parlamento, onde negou existência de um compromisso de serviço público para a Madeira.

“Já sabemos que ele não tem obrigação nenhuma para com a Madeira, até pela forma como tem atuado", começou por referir Miguel Albuquerque, insistindo que "andam a gozar com os madeirenses".

Mas críticas voltam a atingir o Governo Central. "Eu volto a dizer que o problema é do Estado e do Governo, e o Governo tem de fazer valer o seu peso no capital social da TAP", prosseguiu, considerando que "se o Governo só tem 50% do capital social para cobrir os prejuízos eventuais, então estamos perante uma anedota a nível nacional".

"O Estado tem de assegurar preços acessíveis dentro de território nacional", insistiu Miguel Albuquerque, recordando que aquando da privatização da TAP, o que foi argumentado, inclusive por elementos do PS, é que essa reversão ia ser fantástica e que finalmente a TAP ia cumprir o serviço público para com as regiões e para com as comunidades emigrantes. "O que se nota é precisamente o contrário", vincou, à margem da inauguração do novo posto florestal da Levada do Pico.

Albuquerque defendeu ainda que "a TAP não pode ter uma política comercial no sentido de extorquir dinheiro aos madeirenses, porque o que está em causa são os preços que são praticados pela companhia aérea nacional, onde o Estado tem maioria do capital".