Raimundo ataca “coligação arboricida” no Funchal

Miguel Silva

“Estamos fartos dos desvarios ambientas dos serviços tutelados por Vossas Excelências”, diz o conhecido ambientalista, a Albuquerque e a Cafôfo

Raimundo Quintal denuncia hoje o que classifica como uma “coligação arboricida” no Funchal. Essa é a expressão utilizada pelo ambientalista para lamentar a falta de cuidado com árvores no cidade, quer por culpa da Câmara, quer por culpa do Governo Regional.

Num texto publicado esta madrugada no Facebook, Raimundo Quintal começa por criticar a CMF pela opção de corte das árvores da Rua do Bom Jesus: “Conhecia uma a uma as árvores sacrificadas”, afirma. Admite que “algumas não estavam saudáveis, uma estava perigosamente inclinada sobre o Colégio do Bom Jesus, mas outras eram robustas e deviam ter sido preservadas.”

Lamenta a opção das novas árvores, que vão chegar em setembro, e acredita que nem vão conseguir oferecer sombra suficiente. Critica também o corte de jacarandás, na Rua do Bom Jesus, em agosto do ano passado, sem que tenham sido substituídos. “Também, ainda não houve sensibilidade para plantar uma nova amargoseira em substituição da que foi há vários anos cortada rente ao solo na Rua Marquês do Funchal, rente aos Paços do Concelho”, acrescenta ainda.

Às denúncias, não escapa o Governo Regional. Raimundo diz que nos jacarandás doentes que a Câmara mantém na Avenida Arriaga, a Secretaria do Turismo, “irresponsavelmente, usa os seus ramos debilitados para amarração dos cabos que suportam umas velas no âmbito da Festa do Vinho”.

Por tudo isso, considera que “Câmara e Governo uniram-se numa manifestação de insensibilidade, em coligação arboricida com o objetivo de desfigurar o Funchal”. E dá outro exemplo: “a chacina das árvores localizadas em frente à entrada das consultas externas no Hospital Central do Funchal. Ali ninguém escapou. Canforeiras, tipuanas, pinheiros, coralinas, alfarrobeiras foram esgaçadas sem que nenhum cérebro do SESARAM tenha tido o bom senso de mandar parar. O que ali está é a expressão da barbárie arboricida, que alastra no Funchal, na Madeira”, escreve Raimundo Quintal.