Câmara do Porto Santo vai solicitar audiência a ministro pelos cancelamentos da Binter

A Câmara Municipal do Porto Santo divulgou um comunicado para “repudiar veemente” os “constantes cancelamentos, dos últimos dias, das ligações aéreas entre o Funchal e o Porto Santo” e refere que os direitos os passageiros não têm sido assegurados.

“Não aceitamos este tratamento à população do Porto Santo e por isso vamos continuar atentos na reivindicação e solicitar uma audiência” ao ministro do Planeamento e das Infraestruturas”, lê-se em comunicado enviado às redações.

A autarquia garante ter enviado na última quarta-feira um pedido de esclarecimento à empresa Binter não tendo, até ao momento, resposta.

“Estas alterações que têm prejudicado largamente os passageiros daquela ilha, em especial os residentes no Porto Santo, incluindo crianças e idosos”, lê-se na nota de imprensa.

Idalino Vasconcelos “entende os cancelamentos das ligações aéreas unicamente por motivos operacionais ligados a condições meteorológicas desfavoráveis e por motivos de segurança dos passageiros, mas não aceita os cancelamentos apenas entre nas ligações aéreas entre o Porto Santo e o Funchal, quando outros voos operam normalmente, no Aeroporto Cristiano Ronaldo”, acrescenta.

A entidade camarária sublinha que, até ao momento, não teve “qualquer reposta oficial acerca do ponto de situação da concessão da linha aérea, uma responsabilidade direta e exclusiva do Governo da República Portuguesa”.

Diz que ainda que o que “se passa no aeroporto da Madeira com os constantes cancelamentos é inaceitável, e a responsabilidade deve ser imputada ao Governo Central, em relação à própria concessão da linha aérea de interesse público (o garante da continuidade territorial) e à companhia aérea espanhola, na questão do apoio aos passageiros”.

“Esta é uma ligação de interesse público muito importante para a ilha do Porto Santo que depende fortemente dos transportes aéreos e marítimos. Qualquer cancelamento injustificável é inaceitável e é um entrave à mobilidade dos passageiros, em particular, todos os porto-santenses, onde se incluem crianças e idosos e ainda o transporte de mercadorias, onde se incluem os medicamentos. Idalino Vasconcelos refere que isso é inadmissível e mais grave se torna quando os direitos dos passageiros não são assegurados o que tem vindo a acontecer, no dia de ontem e hoje, 10 de agosto”.