Sindicato dos Estivadores diz que trabalhadores do porto do Caniçal são "perseguidos"

Lúcia M. Silva

O presidente do Sindicato dos Estivadores e Atividades Logísticas disse esta manhã, após um encontro com o Grupo Parlamentar do PS, que os trabalhadores do porto do Caniçal (que são 35 no total) sofrem "perseguições" por pertencerem a esta força sindical e auferem salários muito inferiores em relação aos colegas dos restantes portos do País.

António Mariano confessou não entender "a discriminação dos trabalhadores portuários no porto do Caniçal" mas também dos "trabalhadores do porto de Leixões" e garantiu lutar para que sejam alcançadas "condições semelhantes para os diferentes portos".

Em relação à fatura portuária, o sindicalista entende que o Governo Regional e os partidos da Região devem tomar especial atenção porque, segundo estudos realizados sobre esta matéria, "o custo da mão de obra na fatura portuária é perfeitamente irrelevante e ronda os 05%".

"Entendemos que este serviço público, que é concessionado a privados, não pode ser tratado desta forma discricionária como vem sendo tratado", afirmou António Mariano, salientando que a luta do seu sindicato passa pela conquista de "um contrato nacional, com condições semelhantes".

Recorde-se que, entre os dias 27 e 28 deste mês, os trabalhadores dos portos de todo o país, incluindo o do Caniçal, na Madeira, estarão em greve.

PS diz que diminuição da taxa portuária "é uma miragem"

Após este encontro, o presidente do Grupo Parlamentar do PS-M, Vítor Freitas, aproveitou a ocasião para lamentar o facto de ainda não ter havido uma baixa de preços nos transportes de mercadorias, referindo que, "para além de parecer uma miragem", da parte do Governo Regional "não se nota qualquer intenção" de a cumprir ou "inverter" a atual política.

Sobre a situação dos trabalhadores do porto do Caniçal, Vítor Freitas disse que,” para termos um bom porto é essencial termos trabalhadores que estejam numa situação regular. Não há um bom porto em que os trabalhadores se sentem muitas vezes discriminados, perseguidos e em que as leis laborais ganham contornos para nós escandalosos".