Pereira e Vilhena votaram contra porque a mobilidade “está a ser discutida entre governos”

Miguel Silva

Luís Vilhena e Carlos Pereira votaram hoje contra a proposta do Parlamento madeirense com o argumento de que a revisão do atual modelo está a ser discutida entre os governos regional e nacional.

Foi essa a justificação apresentada em plenário por Luís Vilhena.

O diploma emanado da Assembleia Legislativa regional acabou assim por ser aprovado em São Bento mas com os votos contra do PS, incluindo dos dois deputados socialistas da Madeira.

O voto de Carlos Pereira e Luís Vilhena acabou por surpreender até o próprio PS-Madeira. Pouco depois de ser conhecido o resultado da votação, o secretário-geral do PS-M emitiu um comunicado em que assume que o partido na Região se demarca por completo da posição assumida pelo grupo parlamentar na Assembleia da República.

João Pedro Vieira acrescenta que o PS-M continua a defender uma revisão do modelo que tenha como prioridade que os madeirenses deixem de adiantar o valor total da tarifa para passarem a pagar apenas os 86 euros, como sugere a proposta do Parlamento madeirense.

Também o PSD emitiu um duro comunicado em que denuncia “os vendidos a Lisboa”, referindo-se claramente aos socialistas. Nesse texto, assinado por Rui Abreu diz que o PSD “não pode deixar de repudiar a atitude do PS, e em particular dos deputados socialistas madeirenses, que votaram contra a Proposta de Lei, enviada pela Assembleia Legislativa da Madeira e aprovada por unanimidade neste Parlamento".

A proposta hoje aprovada em Lisboa prevê algumas mudanças no subsídio de mobilidade, entre elas o pagamento do valor da tarifa sem que os madeirenses tenham de adiantar o valor completo.