Madeira - ITI consegue financiamento de um milhão de euros para projetos

O Instituto de Tecnologias Interativas da Madeira (M-ITI) obteve um financiamento de um milhão de euros da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) para executar num período de três anos em cinco projetos.

Para responsável pelo M - ITI, Nuno Nunes, o valor de financiamento obtido é o resultado que está em linha com outras instituições nacionais e premeia o mérito.

"Nós conseguimos estes projetos no valor total de um milhão de euros e estes projetos são sempre em consórcio com outras instituições, neste caso com o Instituo Superior Técnico. Representam uma ótima percentagem de aprovação em linha com os valores nacionais e, acima de tudo, uma atração de um investimento substancial por mérito, já que foi em concurso internacional", afirmou.

O valor é para ser executado em cinco projetos, que têm áreas distintas, indo da medicina ao turismo, passando pela educação, num prazo de três anos.

Um deles irá "investigar a mobilidade e aderência dos turistas e dos locais, propondo a criação de Dispositivos de Realidade Aumentada Baseada na Localização, os quais serão usados para a exploração da cultura, artesanato e pontos de interesse".

Um outro, ligado à energia, "irá aproveitar o contexto único fornecido pela ilha da Madeira, utilizando uma abordagem de design especulativo para explorar novos cenários de infraestruturas e interações energéticas com o objetivo de ultrapassar as conhecidas limitações das iniciativas de redes inteligentes.

Na área da medicina, existem dois projetos de neurorreabilitação aprovados.

Um deles pretende "desenvolver um sistema de reabilitação novo e mais inclusivo, com o uso de novas tecnologias de informação, a fim de superar as atuais limitações dos pacientes que sofreram de AVC.

O segundo quer "aperfeiçoar a ferramenta ‘web’ de reabilitação gratuita para pacientes de AVC através de dois módulos de inteligência artificial".

O último, o projeto Guia de Campo, "visa estabelecer uma melhoria nos níveis de literacia científica da conservação e ambiental, entre crianças e jovens residentes no arquipélago dos Açores, região de Portugal com um dos mais baixos índices escolares", é descrito.