Liliana Rodrigues defende a mobilidade diferenciada dos artistas

JM

Liliana Rodrigues criticou a proposta da Comissão Europeia para o novo quadro financeiro pela sua falta de ambição no investimento cultural, dizendo que “o sector cultural e criativo continuará subfinanciado e o seu enorme potencial permanecerá, em grande parte, inexplorado”. "Gostaria de ver a União Europeia tão preocupada com as décimas da cultura, como se preocupa com as décimas do seu sistema bancário e financeiro", declarou durante o debate do relatório sobre as Barreiras Financeiras e Estruturais no acesso à Cultura, que decorreu em Estrasburgo.

Tendo visto 51 das suas alterações aprovadas, três delas em compromisso, a eurodeputada socialista destacou a necessidade de adopção de um modelo único de taxação internacional dos artistas e dos agentes culturais que não implique a dupla tributação; um maior investimento no acesso à cultura para as regiões ultraperiféricas, as regiões montanhosas e remotas e um maior investimento em projetos de mobilidade cultural diferenciada, que deverão ser reforçados de modo a permitir o desenvolvimento e a coesão destas localidades.

O relatório sobre as “Barreiras Financeiras e Estruturais no acesso à Cultura” foi aprovado hoje com 583 votos a favor e 49 contra