Levadas da Madeira no Parlamento Europeu

Susana de Figueiredo, em Bruxelas

As levadas da Madeira já correm no Parlamento Europeu, em Bruxelas, mostrando-se através das palavras e imagens que tecem o corpo de 'Levadas da Madeira: Uma Antologia Literária', exposição homónima do livro publicado no ano passado pela Imprensa Académica, editora da Académica da Madeira, que, hoje, a par da inauguração da exposição, foi lançado na versão inglesa.

A 'viagem' das nossas levadas ao Parlamento Europeu partiu de um convite da eurodeputada do Partido Socialista Liliana Rodrigues, e surge no âmbito da recomendação de apoio à candidatura desta paisagem natural a património da Humanidade, por parte da Assembleia da República.

"Este livro e esta exposição representam a promoção da Madeira no Parlamento Europeu", vincou Liliana Rodrigues, elogiando o trabalho desenvolvido pelo "corpo de voluntários da Universidade da Madeira", que se empenhou a fundo na tradução da antologia, com o objetivo de levá-la aos quatro cantos do mundo. " Os nossos alunos conseguiram ultrapassar o limite da lusofonia", disse, detendo-se, de seguida, num dos textos da obra, assinado por João de Nóbrega Soares, sobre o Rabaçal, lugar do qual a eurodeputada guarda memórias da infância. "Conheci o Rabaçal quando tinha 11 ou 12 anos. É um dos locais mais bonitos da Madeira.", recordou.

A mostra é constituída por 14 painéis, ilustrados com 14 das 45 fotografias de Francisco Correia que compõem o livro às quais se unem excertos de alguns dos 33 textos nele reunidos, escritos por vários autores que se inspiraram na orografia da ilha. Além de João de Nóbrega Soares, deixaram testemunhos sobre esta paisagem autores como Horácio Bento de Gouveia, Fernando Bessa, Alberto Artur Sarmento, Léon Manchon, Isabella de França, Jorge Sumares, Ferreira de Castro, João de Nóbrega Soares, Carlos Martins, Fátima Pitta Dionísio, entre outros. Nelson Veríssimo assina o posfácio numa obra coordenada por Thierry Proença dos Santos.

'Levadas da Madeira: Uma Antologia Literária' ficará patente no Parlamento até à próxima sexta-feira.