Cristina Pedra defende apresentação de projetos junto da diáspora

O JM entrevistou a presidente da ACIF, Cristina Pedra, antes do ‘Dia do empresário Madeirense’. Leia a entrevista na integra na edição impressa de hoje do JM.

JM: À beira de mais um ‘Dia do Empresário Madeirense’ quais são os maiores desafios que se colocam ao tecido empresarial da Madeira?

Cristina Pedra: Os desafios são sempre os mesmos: a economia e as empresas madeirenses – portuguesas – têm uma dimensão de difícil concorrência com empresas grandes nacionais e multinacionais. Mas os desafios são os mesmos que as empresas globalizadas, por isso mesmo, o tema escolhido para este ano é a ‘Economia Sem Fronteiras’. O mercado global existe, sentimo-lo, mesmo que não se saia do nosso mercado. Mas é preciso procurar mercados alternativos e a grande questão que vai ser abordada é como é que temos dimensão, como é que pequenas e médias empresas podem dar o passo em frente para exportar mais bens, para internacionalizar mais serviços, para ganhar quotas de mercado e para conseguir ter mais valor incorporado. Sem ir à falência.

JM: Como é que uma ‘Economia Sem Fronteiras’ pode tirar proveito dos empresários portugueses na nossa diáspora?

C.P: A diáspora é importante. Sabemos que há algum trabalho que deve ser feito. Temos mais portugueses fora do que dentro de Portugal. Há também um regresso dos nossos conterrâneos que estavam na Venezuela e muitos deles são fundamentais para ajudar a desenvolver e ao crescimento da RAM e de Portugal. Muitos vêm com boas habilitações, com grandes qualificações, mas têm problemas como o reconhecimento das qualificações que têm na Venezuela e por outro lado a própria língua e a cultura madeirense.