«Robótica devia integrar o plano curricular»

Susy Lobato

O projeto “RobôBrava” está a revelar-se um sucesso e a prova disso tem sido a grande adesão às iniciativas abertas às gerações mais novas.

Carla Pereira, monitora do projeto que visa desenvolver a aprendizagem nas áreas da computação, da ciência, da engenharia, da tecnologia e da matemática, não tem dúvidas de que «a tecnologia está mesmo na cabeça das crianças» e que «tudo é intuitivo».

Diz ser notório «o espírito de equipa, a capacidade de concentração e o raciocínio» em todo o processo de construção e programação do robô. A responsável, que este fim de semana orienta cerca de 120 crianças, considera que, face às vantagens associadas ao projeto, «a robótica devia integrar o plano curricular», explicando que é algo que poderá desenvolver a aprendizagem em qualquer disciplina.

O secretário regional da Economia, Turismo e Cultura, que esta manhã também acompanhou as crianças na construção de robôs, numa sessão que decorreu no Espaço Infoart desta Secretaria, considerou «engraçada a forma espontânea como elas trabalham na montagem e como percebem de forma clara o significado das instruções e a utilidade de todas as componentes».

Eduardo Jesus, depois de contactar com esta faixa etária, verificou mesmo que 95% das crianças prefere a atividade de montagem e de programação do que os jogos dos tablets e smartphones. Portanto, mencionou, «estamos na altura certíssima de trazer esta possibilidade de destreza, aplicando o conhecimento na parte mecânica da atividade, relacionando a construção com a utilização».

No próximo fim de semana, a possibilidade de experimentar a robótica chegará a São Vicente, onde os alunos poderão inscrever-se e participar.

O projeto da BravaValley, apoiado pela Lego Education Academy, vai estar em todos os concelhos da Região, incluindo o Porto Santo.

«Estamos motivadíssimos com este programa porque estamos, no fundo, a tratar das nossas sementes e, quanto mais ferramentas lhes podermos dar para eles se instruírem devidamente, melhor vão decidir amanhã», frisou o governante, considerando que «a responsabilidade da nossa geração é a de preparar a geração que vem a seguir, para que possam fazer tão bem ou melhor do que nós».