Sindicato Independente dos Médicos diz que é tempo de ministro interromper a greve às negociações

Carla Ribeiro

Lídia Ferreira, do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) na Madeira, diz que a participação dos profissionais nos três dias de greve, demonstra que é tempo do ministro da Saúde avançar para negociações.

A sindicalista realça que, num balanço aos três dias de greve, pode-se dizer que os médicos quiseram fazer valer a sua voz sem prejudicar os doentes. Muitos profissionais fizeram greve de uma forma rotativa, por forma a não encerrar qualquer serviço. Ao fim desta tarde, Lídia Ferreira referiu que a pneumologia no hospital dr. Nélio Mendonça, registou uma adesão à greve de100%, a endocrinologia ficou-se pelos 75% e a medicina geral e familiar nos 37%. Na consulta externa, a percentagem de adesão foi de 65%.

"Grosso modo e apesar de termos notado um aumento de serviços com 100 por cento, a percentagem não parece ter sido muito diferente à verificada noutros dias. Andou sempre nos 70 ou acima dos 70 por cento", afirmou, para logo considerar que as reivindicações são mais do que válidas, não só para a classe médica, mas também para o sistema de saúde português. Lìdia Ferreira lembrou ainda que na base desta greve na Madeira não estiveram questões políticas locais, que ficam diluídas no meio das reivindicações.