Mau tempo: Praias do Funchal têm danos de 670 mil euros mas abrem no verão

Lusa

O temporal que assolou a Madeira no início deste ano, com forte ondulação na costa sul, provocou danos na ordem dos 670 mil euros nos complexos balneares do Funchal, mas os espaços vão abrir no início do verão.

O compromisso foi assumido à agência Lusa pelo vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal, Miguel Silva Gouveia.

“Os complexos balneares foram as estruturas mais afetadas pelo temporal registado entre os dias 27 de fevereiro e 01 de março”, disse.

De acordo com o levantamento feito pela autarquia, os danos causados nestes complexos geridos pela empresa intermunicipal Frente Mar estão avaliados, no global, em 670 mil euros.

“Mas, apesar dos estragos, todos estes complexos vão abrir ao público, sem qualquer limitação, apenas com algumas zonas delimitadas por motivos de segurança, no início da época balnear”, referiu o autarca.

Miguel Silva Gouveia apontou que “a única exceção é a praia do Gavinas, porque é preciso analisar melhor a solução para o acesso ao mar”.

“A nossa prioridade são os complexos e praias com Bandeiras Azuis”, sublinhou.

Na Madeira vão ser hasteadas este ano 14 Bandeiras Azuis, mais uma do que no ano passado. No concelho do Funchal, as áreas galardoadas são a praia do Areeiro, a praia Formosa, o Complexo Balnear da Ponta Gorda - Poços do Governador, o Clube Naval do Funchal e o Complexo Balnear do Lido.

O autarca indicou a que “carece de uma maior análise é a praia Formosa – que é de acesso gratuito -, porque o temporal levou metade do calhau junto com o antigo passadiço e este não pode ser reconstruído nos mesmos moldes”. Os prejuízos foram avaliados em 90 mil euros.

Para a sua recuperação existem duas opções em análise, tendo em conta que os 90 mil euros são um valor “estimado que corresponde apenas e só a uma situação de regularização da praia enchendo o percurso com material da praia, e colocando um passadiço amovível utilizando placas de engradado de pútrido”.

Uma segunda opção passa pela “construção de um passadiço fixo e definitivo em betão na frente de dois hotéis, numa extensão de 235 metros, cujo valor pode ser estimado em 450 mil e que até poderia ser consumado em eventual parceria com os hotéis, uma vez que também vai contribuir para a sua proteção”.

Segundo o autarca, na praia do Lido Poente, “o solário foi completamente destruído e as obras de reparação são de alguma dimensão e não são baratas”.

Miguel Silva Gouveia enunciou que os danos nas praias de São Tiago e Barreirinha (leste do Funchal) foram avaliados em 160 mil euros, sendo de 60 mil os prejuízos no Complexo Balnear das Poças do Governados (zona oeste).

Na do Gorgulho os danos estão estimados em 70 mil euros, na praia do Lido Poente em 15 mil, no complexo do Lido em 160 mil e na Ponta Gorda em 105 mil.

Sobre as estruturas danificadas, o vice-presidente indicou que a forte ondulação afetou solários, portas, equipamentos de suporte, vedações, sistemas elétricos, de vigilância e alarme, canalizações de águas e esgotos, pontes, varandas, acessos ao mar, casas das máquinas e sistemas de bombagem das piscinas, existindo um caso (Gorgulho/Gavinas) em que é necessário proceder à consolidação da escarpa junto à praia.