PSD acusa JPP de gastar “quase um milhão de euros com advogados” sem dar explicação

Cláudia Ornelas

"Brigam as comadres, descobrem as verdades", é um ditado popular que pode (ou não, consoante a veracidade dos factos) ser aplicado nesta polémica que anda em torno do Governo Regional e do JPP sobre gastos relativos ao ferry.

Neste contexto, foi agora a vez do secretário-geral do PSD/Madeira, Rui Abreu, de criticar o JPP por eleger “a questão da ligação marítima entre a Madeira e o Continente como bandeira principal da sua ação política” e de estar a fazer uma “tentativa desenfreada de lançar confusão e polémica sobre o assunto” e a inventar “números que não existem, mesmo quando confrontado com a verdade dos factos.”

O PSD/Madeira acusa ainda o partido de “desviar as atenções das explicações que devia dar sobre as contas do município que gere e divulga uma lista de contratos assinados pelo partido “com uma sociedade de advogados do Continente”, sobre os quais não foram explicados os motivos, nem resultados.

“Em 2014, foram realizados três contratos: 94.800 euros (Janeiro), 99.759 euros (Maio) e 99.759 euros (Outubro). Em 2015, novo contrato no valor de 332.530,02 euros (Dezembro). Em 2017, outros dois: 66.506 euros (Julho) e 96.000 euros (Dezembro). Acrescentando a taxa de IVA, o JPP já gastou no Município de Santa Cruz quase um milhão de euros com advogados e até hoje não explicou porquê. Pior: não ganhou nenhuma causa em tribunal”, lê-se no comunicado do PSD.

“A contrário do JPP que teima em ferir a lei na autarquia de Santa Cruz, prejudicando seriamente os munícipes ao cobrar ilegalmente a taxa de proteção civil, o Governo Regional da Madeira é responsável e cumpre a lei, porque executa com rigor e transparência a instrução de processos”, conclui a nota divulgada.