MP pede condenação com "pena suspensa" para os dois arguidos no caso do insuflável

Alberto Pita

O Ministério Público pediu hoje a condenação dos dois arguidos no caso do insuflável instalado no estacionamento de um estabelecimento comercial, em Santa Cruz, e que em 2015, quando uma criança de oito anos nele brincava, foi levado pelo vento sendo projetado para uma estrada de acesso à via rápida. A criança não resistiu aos ferimentos e morreu.

Esta tarde, o Ministério Público pediu a condenação do proprietário do estabelecimento a uma pena de prisão de três anos e seis meses, suspensa na execução, pelo crime de homicídio por negligência grosseira, e o proprietário do insuflável, com quem manteria o negócio a troco da divisão dos lucros, a uma pena de prisão de dois anos, suspensa também na sua execução, pelo crime de homicídio por negligência simples.

A advogada dos assistentes – os pais da criança que morreu – disse que “todos os factos foram provados”. A descrição e os argumentos que sustentaram as suas alegações comoveram o pai, ao ponto de não conter as lágrimas durante vários momentos.

Já os advogados dos arguidos trocaram acusações, tendo cada um nas suas alegações tentado responsabilizar o outro.

Recorde-se que neste caso corre também uma ação cível com um pedido de indemnização no valor de 100 mil euros.

A leitura da sentença ficou marcada para as 15h50, no dia 11 de maio.