Projeto pretende inventariar e georreferenciar currais utilizados nas tosquias

No âmbito do projeto CdTEcoTur - MAC/4.6c/047 - 'Custódia do Território e Ecoturismo na Macaronésia', está a decorrer na Madeira entre 8 e 12 de abril reuniões de trabalho com o chefe de Fila e parceiros. Assim, deslocaram-se à Madeira o diretor da Reserva Mundial da Biosfera de La Palma, Antonio San Blas a técnica Nieves Rosa Yanes Marichal e também o engenheiro Emanuel Veríssimo, da Direção Regional do Ambiente do Governo Regional dos Açores, para reunir com o parceiro da Madeira, o Instituto das Florestas e Conservação da Natureza.

Da ordem de trabalhos das reuniões consta os seguintes assuntos: análise do nível de execução do projeto em 2017, dificuldades observadas, coordenação, gestão e justificação dos gastos públicos, análise e estratégia para os anos de 2018 e 2019.

Também será realizado um primeiro draft da estratégia de custódia do território e ecoturismo na Macaronésia, assim como uma análise dos principais tipos de custódia do território possíveis de estabelecer. Serão ainda discutidos diversos aspectos para a Conferência internacional de custódia do Território e ecoturismo nas Reservas da Biosfera e territórios insulares da Macaronésia programada para 2018 na ilha de La Palma, Canárias.

Segundo Manuel Filipe, presidente do Instituto de Florestas e Conservação da Natureza (IFCN), o Projeto 'Custódia do Território e Ecoturismo na Macaronésia' ajuda a criar bases para o desenvolvimento de um número de ações importantes, entre as quais "inventariar e georreferenciar o património cultural ligados aos currais utilizados nas tosquias de outrora, recuperar paisagisticamente as envolventes aos vestígios do passado, instalar sinalização, promover elementos educativos e implementar roteiros turísticos".

A juntar a estas medidas, o presidente do IFCN também destacou a importância do projeto na "promoção de atividades de educação ambiental", uma medida que permite à Madeira e às demais regiões da macaronésia "aumentar a sua competitividade como destino turístico, num mercado global cada vez mais exigente, mas também cada vez mais atento e sensível às especificidades locais."

Destacando a importâncias das sinergias para o sucesso de qualquer iniciativa levada a cabo numa era de globalização, Manuel Filipe afirmou a sua confiança no trabalho conjunto dos parceiros do projeto, pressagiando grande sucesso para o mesmo.