Cinco concelhos da Região vão ter contentores para depósito de biomassa

Lúcia M. Silva

A Águas e Resíduos da Madeira (ARM) vai colocar, em cinco concelhos da Região, contentores com o propósito de ajudar os privados a limparem os seus terrenos e a colocarem nesses mesmos contentores a biomassa sem terem de suportar o transporte desses resíduos até à meia-serra.

De acordo com Susana Prada, que esta manhã visitou com o comandante da Zona Militar da Madeira uma zona na Choupana que está a ser alvo de uma ação de limpeza e controlo de vegetação invasora, estes contentores serão, inicialmente, colocados nos concelhos aderentes – Santana, Ribeira Brava, Câmara de Lobos, Machico e Porto Santo – e que está a ser estudada a possibilidade de estender a iniciativa aos restantes municípios.

“Para já, será apenas nos cinco municípios que pertencem à ARM porque isso acarreta custos”, justificou a governante.

Ação de limpeza conta com Exército

O Governo Regional, em colaboração com a equipa de sapadores do Exército está a limpar terrenos florestais próximos de habitações no sentido de diminuir a carga combustível e prevenir os incêndios florestais.

Hoje, na Choupana, Susana Prada referiu que, no ano passado, em conjunto com os sapadores do Exército, com os projetos que foram financiados pelo PRODERAM (Programa de Desenvolvimento Rural da Região Autónoma da Madeira para o período 2014-2020), com meios próprios e com madeireiros, foram limpos mais de 300 hectares.

Neste mês de abril, o Governo iniciará uma nova fase de limpeza que se vai prolongar até ao próximo mês de setembro.

A este respeito, Susana Prada lembrou que é sempre necessário, todos os anos, voltar a limpar os terrenos “no sentido de proteger as populações dos incêndios”.

Faixa corta-fogo é projeto “longo”

Questionada pelos jornalistas acerca da faixa corta-fogo, Susana Prada voltou a lembrar que este é um projeto a “longo prazo” e que aquilo que foi feito, como primeiro passo, foi a delineação da área para “proteger o Funchal” e que vai desde o Palheiro Ferreiro até ao Terreiro da Luta.

“Estamos a adquirir aos poucos os terrenos, que são privados. Temos o projeto do Tanque e da rede hídrica dos caminhos florestais candidato ao PRODERAM e, em simultâneo estamos a limpar à medida das nossas possibilidades”, salientou, sublinhando que este “é um projeto que vai levar muitos anos até porque a vegetação (plantas folhosas e indígenas) que será ali plantada agora só daqui a 40 ou 50 anos é que serão uma floresta”.

Sobre este assunto, Susana Prada disse ainda que a aquisição dos terrenos terá um custo de 4 milhões de euros e que um milhão de euros já foi obtido através de empresas privadas que se juntaram ao Governo Regional nesta iniciativa ambiental.