PCP reclama abertura da urgência noturna no Porto Moniz

Iolanda Chaves

O PCP esteve esta tarde no Porto Moniz, a pretexto das comemorações do Dia Internacional da Saúde, a fim de alertar a opinião pública para os inconvenientes do encerramento das urgências noturnas neste concelho e noutros.

Segundo Ricardo Lume, este encerramento motivado pelo Plano de Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF) constitui uma medida grave que deveria ter sido revertida com o fim do PAEF em 2016, “continuando a penalizar os utentes”.
“O Governo Regional apregoa aos 7 ventos que uma das suas grandes prioridades é a Saúde, mas ficamos pasmados quando verificamos que em 2016, do investimento perspetivado para esta área apenas foram executados 27,1 %, que representou apenas 2,6% da execução global do Plano de Investimento”, salienta.
Ricardo Lume aproveitou para falar de outros investimentos anunciados, como o novo centro de saúde da Calheta e das obras do centro de saúde do Bom Jesus que “já estavam orçamentadas em 2016 e em 2018 ainda não está à vista a conclusão da obra”.
A falta de meios de diagnóstico, a falta de medicamentos na farmácia do hospital, a falta de consumíveis para o normal funcionamento do Serviço Regional de Saúde, as intermináveis listas de espera para consultas e operações, são, na perspetiva do PCP, “graves problemas que preocupam os profissionais de saúde, assim como todos os madeirenses e porto-santenses”.

Sublinhando a necessidade de fazer um debate sério sobre o estado da Saúde na Região, o grupo parlamentar do PCP está a promover um conjunto de iniciativas de contacto e reunião com as associações representativas dos profissionais do sector da saúde e a comissão de utentes do SESARAM, para identificar as debilidades do Serviço Regional de Saúde e apontar as soluções.