Secretário regional da Saúde não teme êxodo de médicos para o hospital privado

Carla Ribeiro

O secretário regional da Saúde não teme o êxodo de médicos do público para o privado. Numa altura em que a Madeira se prepara para ter uma unidade hospitalar do foro privado e que está em construção na zona do Amparo, Pedro Ramos diz que o investimento que surgirá em 2020 será mais uma resposta à população madeirense.

Pedro Ramos falava esta manhã à margem da conferência sobre o Dia Mundial do Doente, na qual foi orador e que decorreu na Escola da APEL, no Funchal. Na ocasião, o secretário sublinhou que a existência de um sistema público e de um sistema privado é extremamente importante. O que a população quer é que haja resposta. "O sistema público não consegue assegurar, a 100 por cento, toda a prestação de cuidados. Essa é uma segunda oportunidade para profissionais de saúde decidirem onde querem trabalhar e para a população decidir onde quer ser tratada", afirmou.

Já sobre a contratação de novos médicos, o governante sublinhou que no ano passado, foram contratados 17 e ainda alguns enfermeiros. Os assistentes operacionais ficaram para 2018. Este ano, já há concurso a decorrer para 11 médicos, tendo já sido contratados 4. O que, segundo o secretário regional da Saúde, vem contrariar o que acontece ao nível do país.

O governante lembra que 700 médicos com especialidade não foram ainda contratados. E recorda que em 2017, a Secretaria Regional de Saúde foi causticada pela Ordem dos Médicos nacional e regional. Mas "estamos a fazer um trabalho sério e rigoroso para que os cuidados de saúde tenham um resultado positivo", afirmou. O secretário regional da Saúde diz que, entre o ano passado e este ano, foram contratados 14 novos médicos de medicina geral e familiar, 2 ortopedistas, 4 médicos de medicina interna, 2 anestesistas e foi aberto o concurso para a psiquiatria. "Tivemos a informação que um colega doutorado candidatou-se", acrescentou Pedro Ramos.