Lancha apreendida com droga já se encontra ao serviço da Polícia Marítima

Susy Lobato

A Polícia Marítima tem, a partir de hoje, em funcionamento um novo navio para realizar patrulhamentos nas águas da Região Autónoma da Madeira. Trata-se da lancha apreendida na Calheta, em 2005, e que tinha a bordo uma grande quantidade de droga.

Depois de algum tempo a ser recuperado, o navio, de casco rígido construído em fibra, com 18 metros de comprimento e 4 metros de boca, com capacidade para deslocar cerca de 21 toneladas e com autonomia suficiente para realizar operações em todo o arquipélago, está pronto para fiscalizar o mar da Madeira.

A cerimónia de aumento ao efetivo da UAM/Madeira (Unidade Auxiliar da Marinha) ocorreu esta tarde, junto à Praça do Povo, na Marina Nova do Funchal, onde também decorreu a tomada de posse do comandante Américo Mendes, que agora assume o comando da UAM/Madeira. No local estiveram presentes diversas entidades, entre as quais o representante da República para a Madeira e o secretário de Estado da Defesa Nacional.

Ireneu Barreto enalteceu o papel das Forças Armadas, tanto pela "eficácia com que desenvolvem as missões nestas Ilhas, como no apoio incondicional às populações civis em eventos recentes que todos temos presente". Salientou ainda o "desempenho eficiente na sua missão de busca e salvamento, de controlo e vigilância do nosso mar, do apoio aos parques naturais das Desertas e das Selvagens" e a sua determinante afirmação de soberania nas Ilhas Selvagens, com a colocação de elementos da Polícia Marítima.

Para o representante da República, as Ilhas Selvagens constituem hoje o ecossistema mais intacto do Atlântico e, por isso, partilhou com os presentes um desejo que espera ver concretizado ainda antes de terminar o seu mandato. "Espero que as Ilhas Selvagens se tornem Património Mundial Natural pela UNESCO", concluiu Ireneu Barreto, no seu discurso.

Já o secretário de Estado da Defesa Nacional, Marcos Perestrello, referiu que "o combate à criminalidade do mar, a preservação dos recursos marinhos e a proteção e assistência às pessoas e embarcações no mar, assumem uma importância extraordinária e um papel central nas políticas públicas".

"Este momento significa o reforço dos meios necessários a essas missões", sublinhou, acrescentando que as caraterísticas técnicas deste novo navio, como a velocidade e o seu comportamento no mar, serão "uma mais-valia no combate ao tráfico de seres humanos e de droga, na fiscalização da pesca e na salvaguarda dos demais recursos marinhos".