CDS na Ponta do Sol alerta para abandono do Palacete dos Zinos

Petra Teixeira

O CDS alertou para as consequências do vendaval que se fez sentir esta semana na Ponta do Sol. De tal maneira que levantou telhas da Capela de Santo António, integrada no Palacete dos Zinos, no Lugar de Baixo.

Alertada por uma das responsáveis pela manutenção desta capela, a vereadora pelo CDS-PP, na Ponta do Sol, Sara Madalena deslocou-se ao local, onde pôde constatar os buracos deixados na cobertura, os estilhaços das telhas no chão, as infiltrações no edifício, além das obras que foram iniciadas e que, após um embargo, "foram simplesmente abandonadas".

"Ora de acordo com as informações prestadas por habitantes da zona, o imóvel que é Património do Governo Regional foi concessionado depois para ser adaptado a turismo. Ora a convivência de um hotel, com piscina e solário, com um imóvel religioso, onde se realizam cerimónias, como funerais, levou a população a se insurgir", explica a vereadora.

Além disso, sublinhou a porta-voz na iniciativa, após um embargo, nomeadamente por estarem a ser edificadas obras não constantes de projeto, as obras foram, simplesmente abandonadas, estando neste momento "valas abertas no logradouro, vidros partidos, tetos em bruto e telhas partidas".

Sara Madalena referiu ainda que foram verificadas fissuras consideráveis na parede norte do espaço que colocam em causa a segurança dos paroquianos.

"A população reivindica um espaço para o seu culto religioso, alegando que a Capela de Santo António foi cedida pela Família Zino, há mais de cem anos, à população local. No entanto, se outra solução não pudesse ser encontrada, não os repugna a edificação de uma nova Capela noutro local, transferindo-se o património mobiliário naquela existente", sublinhou..

A vereadora na Ponta do Sol diz situação mostra "um total desrespeito pelos direitos das populações e pelos deveres do Governo Regional na manutenção do Património histórico edificado", pois após a restauração de 2004, "se vê a braços com novo abandono, degradação e insegurança".

Sara Madalena apela às entidades competentes que "não releguem, outra vez, o edifício ao abandono", relembrando ser um direito e um dever a sua preservação e considerando que a "resposta dada às preocupações das populações locais foi de uma total falta de respeito e desprezo". Nesse sentido, diz ainda que antes "existiam telhas para substituir no caso de intempéries como a desta semana", porém nada foi feito até ao momento.