Albuquerque diz não haver razões para “estarmos muito otimistas”

Alberto Pita

O presidente do Governo Regional disse hoje não haver razões para as “democracias ocidentais amadurecidas” estarem “muito otimistas”, pois pende hoje uma “ameaça” sobre “a separação dos poderes, a independência das magistraturas, o estado de direito e a salvaguarda dos direitos, liberdades e garantias”.

Na cerimónia de abertura do XI Congresso dos Magistrados do Ministério Público, Miguel Albuquerque sensibilizou os magistrados para essas “ameaças”, que não são “muito fáceis de enfrentar”, e que se traduzem na “emergência dos populismos”, como sucedeu “nos EUA e na Inglaterra”, e na erosão da classe média.

Para Miguel Albuquerque, o surgimento dos populismos está associado ao crescimento “demasiado” rápido das mudanças económicas e sociais, que tem levado a que os aumentos de produtividade não tenham o mesmo reflexo nos rendimentos das pessoas como houve em outros períodos da história.

Presente na cerimónia, Paulo Cafôfo, presidente da Câmara Municipal do Funchal, disse, por seu turno, que “muita da pressão” que é feita sobre o Ministério Público vem “de alguns autores políticos”, que não deixam “o trabalho do MP decorrer como deve”.