João Palma: “Não poderá haver retrocessos” no MP

Alberto Pita

João Palma, presidente da Mesa da Assembleia-Geral do Sindicato do Ministério Público, disse hoje que o mandato de Joana Marques Vidal está “indelevelmente marcado e será reconhecido no futuro como aquele em que o Ministério Público teve e tem a coragem de ousar dar o passo decisivo, nunca antes ensaiado com esta abrangência, de exercer na plenitude, com independência face aos demais poderes, com isenção, com imparcialidade e com sentido de responsabilidade a ação penal”, principalmente a investigação criminal.

“É inestimável o serviço que o Ministério Público está a prestar ao país e à democracia”, disse, considerando que hoje a “Justiça é mais credível e está a decrescer o sentimento de impunidade que se vivia”.

Depois de nos últimos anos o Ministério Público ter avançado com investigações a algumas das principais figuras políticas e do mundo empresarial português, João Palma acredita que os cidadãos “reveem-se e confiam mais no sistema de Justiça”.

Recordando que em outubro termina o mandato da atual procuradora-geral da República e que caberá “aos órgãos constitucionalmente competentes” tomar uma decisão sobre a sua continuidade ou não, João Palma diz que há “uma coisa que é certa: o Ministério Público atingiu o ponto de não retorno. Não será mais o mesmo, não poderá haver retrocessos”.