PCP defende acréscimo do salário mínimo na Região

O Grupo Parlamentar do PCP na ALRAM, realizou uma conferência de imprensa para apresentar um Projecto de Decreto Legislativo Regional que defende um acréscimo de 7,5% ao salário mínimo nacional a praticar na Região.

Dados estatísticos oficiais demostram que na Região no 3º trimestre de 2017 o Índice do Custo de Trabalho, apresentou um decréscimo na ordem de 1,1%, no trimestre anterior já tinha apresentado um decréscimo de 0,9%", referiu o deputado do PCP em conferência de imprensa.

"Na nossa Região, quase um terço das pessoas em situação de pobreza são trabalhadores, que todos os dias levantam-se para ir trabalhar, mas aquilo que levam para casa ao fim do mês não chega para as despesas básicas", acrescentou o partido.

"Tendo em conta a actual situação social, económica e financeira da região, o PCP defende a fixação de um acréscimo regional ao salário mínimo nacional de 5%, passando assim para 609€ à Retribuição Mínima Mensal Garantida a praticar na região sendo possível, a curto prazo, evoluir para um valor que atinja os 7,5%, ou seja 623€, correspondendo assim a uma solução para a compensação dos actuais custos da insularidade e a objectivos de solidariedade e de justiça social", acrescenta o PCP por comunicado.

O partido refere também que o acréscimo de 2,3% registado em 2017 é "insuficiente para fazer face aos custos de insularidade" e refere o caso dos Açores onde "o acréscimo é de 5%" há vários anos.

Tendo em conta esta realidade, o Grupo Parlamentar do PCP arescenta ter exercido o "Direito à Fixação da Ordem do Dia", para fixar um diploma da sua autoria, para a ordem do dia da reunião plenária da próxima quinta-feira.