Disponibilidade de Cafôfo depende da vontade do PS-M

Miguel Silva

Paulo Cafôfo revela ao JM que agora é tempo de definir estratégia a seguir depois do congresso. Da sua parte está disponível.

"Depende da vontade do PS", revela Paulo Cafôfo ao JM quando instado a comentar se está disponível para protagonizar uma candidatura ao Governo Regional no próximo ano.

O autarca do Funchal, satisfeito com a vitória de Emanuel Câmara, considera que é o PS, os seus órgãos e militantes que devem definir o caminho a seguir. Porém, reitera a sua disponibilidade.

Cafôfo observa que o governo de Miguel Albuquerque constitui "uma ilusão de alternativa" e considera que 2019 constitui "uma data incontornável e da maior relevância política para a Região". Acredita que o PS pode representar uma lufada de ar fresco à "desilusão da renovação" e garante que esse é o espírito que diz constatar na rua, junto das pessoas. E avisa: "Lá foi o tempo em que se pensava que o PSD era invencível". As autárquicas de 2013, em que o próprio Cafôfo ganhou pela primeira vez a CMF, são disso exemplo, nota.

Apesar da disponibilidade para esse combate, Paulo Cafôfo não se compromete ainda. Diz que amanhã é dia de trabalho para o PS na preparação do congresso e da estratégia a seguir e que agora é tempo de sublinhar a vitória de Emanuel Câmara. O autarca do Funchal não poupa nos elogios ao novo presidente socialista considerando-o um líder com muita vontade de ajudar as pessoas e um homem com uma grande força de vontade.

Cafôfo recomenda agora muito trabalho para unir o partido, diz que essa é a grande responsabilidade que Câmara enfrenta nos próximos dias. Proém, acredita que vai ser possível sarar as feridas geradas numa disputa que classifica como muito dura e recorre a um exemplo nacional, quando António Costa e António José Seguro disputaram a liderança do partido. Ganhou Costa e os apoiantes de Seguro seguiram a estratégia do novo líder.