BE diz que “chega de trapalhada na Escola Hoteleira”

David Spranger

O BE reivindica que já no próximo ano letivo a Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira esteja, de novo, na posse da gestão pública, e vai dar entrada na segunda-feira de um projeto de resolução com esse propósito.

O BE vai dar entrada, na próxima segunda-feira, de um projeto de resolução que recomenda ao Governo Regional a reversão da concessão da Escola de Hotelaria para o setor público, ou seja, para o Governo Regional. A intenção foi revelada nesta sexta-feira, em conferência de imprensa, onde marcaram lugar Roberto Almada e Rodrigo Trancoso.

Historiando, Roberto Almada lembrou que “como é do conhecimento público, no ano de 2009, o então Governo Regional decidiu concessionar a Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira a um grupo privado, pelo período de 15 anos”.

Continuando, o líder do BE Madeira referiu que “desde 2014, por irregularidade várias, nomeadamente o incumprimento do pagamento de rendas, a que esse concessionário privado estava obrigado para com a Região, entre outras irregularidades na gestão da própria Escola, já este Governo Regional anuncia a intenção de rescindir esse contrato”.

A verdade, de acordo com as sua palavras, é que, “por essas irregularidades, o Governo regional depois de dizer que ia retirar a esse privado a Escola de Hotelaria, concessionou por mais um ano e esse privado vai estar à frente dessa escola até final do atual ano letivo, ou seja, até agosto de 2018. E nessa altura, a própria secretária regional do Turismo, aquando da discussão do orçamento, disse que iriam verificar se continuavam com essa concessão a privados ou se tomariam outra atitude.

Ora, releva Roberto Almada, “o BE entende que, até pelas irregularidades que existiram, o Governo Regional tem que chamar para o setor público a Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira”.

“Chega de trapalhada em torno da Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira. É uma Escola importantíssima para a Região, até porque forma profissionais na área do Turismo, que é a nossa principal atividade económica e como já se viu os privados não gerem melhor a coisa pública do que o setor público”, acentuou ainda.

Por isso mesmo, “o nosso projeto de resolução de forma a que já no próximo ano letivo, a partir de agosto / setembro, a Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira passe para o setor público, como está já no setor público a Escola Profissional Dr. Francisco Fernandes”.

A terminar, reforçou a ideia: “A Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira tem de passar para a tutela da Região e, na nossa opinião, ser integrada no Instituto para a Qualificação conforme acontece com a Escola Profissional Dr. Francisco Fernandes”.